A Cultura da Itália é famosa pela sua arte e pelos seus monumentos, entre os quais se encontram a Torre de Pisa, o Coliseu de Roma, bem como pela sua comida (pizza, pasta, etc.), vinho, estilo de vida, elegância, design, cinema, teatro, literatura, poesia, artes plásticas, música (especialmente a Ópera), e, de uma forma geral, por aquilo que é considerado por muita gente "bom gosto".
Itália é considerada o berço da civilização ocidental e uma superpotência cultural. A Itália tem sido o ponto de partida de fenómenos de impacto internacional como a Magna Graecia, o Império Romano, a Igreja Católica Romana, o Renascimento, o Risorgimento e a integração europeia. Durante sua história, a nação deu à luz um número enorme de pessoas notáveis.
As faces internas e externas da cultura ocidental nasceram na península italiana, quer se trate da história da fé cristã, das instituições civis (como o Senado), da filosofia, do direito, da arte, da ciência ou dos costumes sociais e cultura.
A Itália era o lar de muitas civilizações bem conhecidas e influentes, incluindo os etruscos, samnitas e romanos, ao mesmo tempo hospedando colônias de importantes civilizações estrangeiras como os fenícios e gregos, cuja influência e cultura tiveram um grande impacto através da península. As culturas etrusca e samnita floresceram na Itália antes do surgimento da República Romana, que os conquistou e incorporou. Fenícios e gregos estabeleceram assentamentos na Itália começando vários séculos antes do nascimento de Cristo, e os assentamentos gregos, em particular, desenvolveram-se em florescente civilizações clássicas. As ruínas gregas no sul da Itália são talvez o mais espetacular e melhor preservado em qualquer lugar.
O país possui várias cidades mundialmente famosas. Roma era a antiga capital do Império Romano e sede do Papa da Igreja Católica. Florença foi o coração do Renascimento, um período de grandes realizações nas artes no final da Idade Média. Outras cidades importantes incluem Turim, que costumava ser a capital da Itália, e é agora um dos grandes centros do mundo de engenharia automobilística. Milão é a capital industrial, financeira e de moda da Itália. Veneza, com seu intrincado sistema de canais, atrai turistas de todo o mundo, especialmente durante o Carnaval de Veneza e a Bienal.
A Itália é o lar do maior número de Patrimônios da Humanidade da UNESCO (51), e de acordo com uma estimativa o país é o lar de metade dos grandes tesouros de arte do mundo. A nação tem, em geral, cerca de 100.000 monumentos de qualquer espécie (igrejas, catedrais, sítios arqueológicos, casas e estátuas).
Ruínas de grandes construções do passado levaram a Itália a testificar a grandeza de culturas precedentes. A história da arquitetura italiana remonta aos estilos aplicados por gregos e etruscos, progredindo ao romano clássico, e então, desencadeando no Renascimento cultural e ampliando-se na era Barroca. Durante o período da Renascença Italiana, era comum aos estudantes de arquitetura estudar as ruínas antigas de Roma com base essencial de sua formação acadêmica.
A Antiga Basílica de São Pedro (construída a partir de aproximadamente 330), foi provavelmente a mais significante basílica cristã da Primeira Era, um estilo de templo que tornou-se dominante nos primeiros anos da Idade Média. A Antiga São Pedro situava-se no local da atual Basílica de São Pedro, no Vaticano. Os primeiros prédios romanescos significantes eram os templos cristãos construídos na Itália durante o século IX. Inúmeros exemplos de arquitetura bizantina medieval também podem ser encontrados na Itália. A mais conhecida construção bizantina deste período é a Basílica de São Marcos, em Veneza.
O maior florescimento da arquitetura italiana ocorreu durante o Renascimento. Filippo Brunelleschi fez grandes contribuições para o projeto arquitetônico com sua cúpula para a Catedral de Florença. Leon Battista Alberti foi outro dos primeiros arquitetos da Renascença cujas teorias e projetos tiveram uma enorme influência sobre arquitetos posteriores.
Talvez a maior conquista da arquitetura renascentista italiana foi a Basílica de São Pedro, originalmente projetada por Donato Bramante no início do século XVI. Andrea Palladio influenciou arquitetos em toda a Europa ocidental com as vilas e palácios que ele projetou no meio e final do século XVI. É amplamente considerado o indivíduo mais influente na história da arquitetura.
Os compositores italianos têm desempenhado um papel importante na música desde a Idade Média. O canto gregoriano, a canção trovadoresca e o madrigal eram formas da música italiana primitiva.
A família é um valor extremamente importante dentro da cultura italiana. Sua solidariedade familiar é focada em toda extensão da família, em vez da ideia do Ocidente de “núcleo familiar” composto de mãe, pai e filhos.
Os italianos têm encontros familiares frequentes e gostam de passar tempo com os familiares. As crianças são criadas para permanecer perto da família na idade adulta e incorporar sua futura família em um aspecto amplo.
A principal religião na Itália é o catolicismo romano. Isto não é surpreendente, pois a Cidade do Vaticano, localizada no coração de Roma, é o centro do catolicismo romano e onde reside o Papa.
A Itália deu origem a uma série de estilos arquitetônicos, incluindo o romano clássico, o renascentista, o barroco e o neoclássico. A Itália é o lar de algumas das estruturas mais famosas do mundo, incluindo o Coliseu e a Torre Inclinada de Pisa.
O conceito de uma basílica – que foi originalmente usada para descrever um prédio público aberto, evoluiu para significar um local de peregrinação católica.
A cozinha italiana influenciou a cultura alimentar em todo o mundo e é vista como uma forma de arte por muitos. Vinho, queijo e massas são parte importante das refeições italianas.
Massas vem em uma ampla gama de formas, larguras e comprimentos, incluindo penne, espaguete, linguine, fusilli e lasanha.
Para os italianos, a comida não é apenas alimento, é a vida. As reuniões familiares são frequentes e muitas vezes centradas em alimentos.
Nenhuma área da Itália come as mesmas coisas que a outra. Cada região tem sua própria “comida italiana”. Por exemplo, a maioria dos alimentos que os brasileiros vêem como italianos, como espaguete e pizza, vem do centro da Itália.
No norte da Itália, peixes, batatas, arroz, salsichas, carne de porco e diferentes tipos de queijos são os ingredientes mais comuns. Pratos de massa com tomates são populares, assim como muitos tipos de massas recheadas, polenta e risoto.
No sul, os tomates dominam os pratos, e eles são servidos frescos ou cozidos no molho. A cozinha do sul também inclui alcaparras, pimentas, azeitonas, azeite, alho, alcachofra, berinjela e ricota.
O vinho também é uma grande parte da cultura italiana, e o país é o lar de alguns dos vinhedos mais famosos do mundo. Os traços mais antigos de vinho italiano foram descobertos recentemente em uma caverna perto da costa sudoeste da Sicília.