CAPÍTULO 05

1281 Words
ZOE SANDERS Sigo caminhando de maneira tranquila, porém atenta para o mercado, ao chegar na entrada pego um carrinho e começo a fazer minhas compras, após pegar tudo que preciso e até que não preciso, vou em direção ao caixa, com desânimo vejo as filas de espera para atendimento, fico ali um tempo analisando qual caixa está mais rápido e logo o identifico, quando finalmente chega minha vez, uma senhora que está atrás de mim me reconhece da reportagem sobre o roubo mais cedo. — Desculpe moça, mas você não é a refém do banco? A que foi resgata pela SWAT? Nesse momento minha cara parece pegar fogo e totalmente sem graça a respondo. — É s-sim sou eu.— Falo baixo para evitar chama a atenção. — Nossa você está muito tranquila né, se fosse outra em seu lugar estaria — Nossa você está muito tranquila né, se fosse outra em seu lugar estaria apavorada ainda. Ainda constrangida tento ignora-la e seguir com o procedimento do caixa. — Você deve receber alguma indenização do banco né? Afinal você foi feita de refém, teve sua vida em risco! — Continua a mulher bocuda, falando cada vez mais alto chamando a atenção dos que estão em volta, olho para a moça do caixa e constato que a mesma me olha com pena, só não sei se é por conta do assalto ou da mulher escandalosa chamando a atenção para nós. — Você já foi convidada para ir em programas de TV? — Total de cinquenta e cinco dólares senhora. — A moça do caixa finalmente me chama atenção tentando me ajudar de alguma forma. Pago minha compra rapidamente e saio logo dali, antes que a doida venha com mais perguntas e comentários s*******o, é cada doido que me aparece. Sigo para casa dessa vez mais rápido, depois dessa experiência nada legal o melhor e ficar quieta em casa por uns dias. Mal entro em casa e meu celular logo toca, olho no visor e vejo que é o Jack. — Oi gato! Como você? — já atendo o chamando pelo seu apelido que sempre usamos quando estamos fora do trabalho. — Oi gata, conseguiu descansar um pouco? — Sim, fui no mercado, acabei de chegar, porque você não vem pra cá? Dorme aqui. — Confesso que estava querendo mesmo te pedir isso, estou um pouco assustado ainda, não quero ficar sozinho. — Então arruma uma bolsa com o que precisar para ficar o resto da semana, o que acha? — Daqui a pouco estarei aí, beijo gata. — Beijo. Se conheço bem o Jack ele já estava com a bolsa arrumada e pronto pra sair de casa. Vou até a cozinha para guardar as compras e separo as coisas para fazer um brigadeiro, já que a nossa noite hoje será com certeza de filmes e brigadeiro. Com o brigadeiro pronto, o deixei num pote de vidro esfriando na bancada enquanto fui tomar um banho rápido, porém a caminho do quarto meu celular toca, ao ver a identificação na tela, vejo que é um número desconhecido, ainda sim resolvo atender. — Alô! — Boa noite! É a senhorita Zoe Sanders? — Sim, quem fala?! — Meu nome é Adam Scott, Sou vice-presidente do Soulbank Central, estou ligando para saber se a senhorita está bem ou precisando de alguma coisa? Pensa numa pessoa surpresa, pois é, essa pessoa sou eu. — É... Sim estou bem. — Gostaria de conversar com a senhorita pessoalmente assim que possível em nosso escritório. — Poderia ser amanhã? — pergunto tentando segurar a curiosidade que me consome. — Amanhã às catorze horas está bom? — Sim, as catorze está ótimo. — Ok Zoe, até amanhã. — Até. Encerro a ligação pensando em qual seria o assunto que o vice-presidente do Soulbank Central poderia querer conversar comigo pessoalmente. Sigo para meu banho sem que nada se passe por minha mente, não demoro muito no chuveiro já que Jack já deve estar quase chegando, visto um conjunto de moletom cinza e quando chego na sala a campainha toca, já que Jack está sempre aqui, o porteiro por já conhece-lo nem o anuncia mais, o deixando subir direto. — Oi gato! — Oi gata! Nos abraçamos e nesse momento pude perceber o quanto meu amigo tinha sido afetado pela violência no assalto, seu corpo estava trêmulo e ao me afastar para encara-lo puder ver seus olhos inundados por lágrimas. O puxei para dentro do apartamento, fechando a porta e a trancando, ainda em silêncio o conduzi até o sofá e ali sentada ao seu lado me permito derramar algumas lágrimas, lágrimas essas que eu segurava desde o momento que o capitão gostosão saiu daqui me deixando sozinha com as lembranças recentes do que havia acontecido. — Hei, estamos bem, precisamos ser agradecidos e aproveita ao máximo daqui pra frente! — digo me afastando de seu abraço apertado e enxugando as lágrimas que molhavam nossos rostos. — Você tem razão, apesar de que eu sempre aproveito a vida, você é que vive enfurnada nesse apê e não sai pra curtir. — Sim mas a partir de agora, isso vai mudar. — Assim espero! — Bem, mas vamos deixar de conversa fiada e vamos aproveitar nossa noite, fiz brigadeiro, vou buscar, vai escolhendo o filme que vamos assistir. Jack abre um enorme sorriso e pega o controle para escolher o filme que vamos ver, enquanto isso vou até a cozinha e pego duas colheres e o pote de brigadeiro e volto pra sala. Logo começamos a ver o filme e devorar o doce que estava — modéstia parte — um delícia. — Ah você não vai acreditar na ligação que recebi pouco antes de você chegar!? — falo entre uma colherada e outra de brigadeiro. — Hum, seria o Capitão molha calcinha?! — O quê?! Não! Porque pensou nele?? — Ah se ele soubesse que ele esteve aqui. — Fala sério gata, o homem é um deus, vi as fotos dele nos programa de tv que não se falava de outra coisa hoje. — Concordo que ele é realmente lindo, ainda mais com aquela vo...— interrompo o comentário colocando a mão na boca tendo ciência de que falei demais. — Então vocês conversaram? PODE ME CONTAR TUDO! — fala ele erguendo uma das sobrancelhas. — Ok, ok! — levanto as mãos em sinal de rendição.— Eu vim de carona do hospital com ele, que chegou lá no momento em que eu estava saindo. — Ah sua safada! Por isso você não me deixou ir buscá-la? Fala que tirou uma casquinha daquela perfeição de farda? Dou uma gargalhada com sua pergunta e Jack fica ainda mais desconfiado. — Não tirei casquinha nenhuma, só tomamos um café enquanto lhe contava sobre os acontecimentos de hoje de manhã. — Mulher como você é lerda! Se fosse eu teria montado em cima dele e provavelmente estaria até agora! Dou outra risada pois a criatividade de Jack não tem limites. — Mas afinal, quem te ligou?! — Adam Scott. — Para tudo! O vice-presidente do banco? Esse Adam Scott? — Sim ele mesmo! — E o que ele queria? —Marcar uma conversa para amanhã a tarde no escritório dele. — E ele te disse qual era o assunto? — Não, e também não perguntei, não queria parecer ansiosa, mas confesso que estou quebrando a cabeça pra saber o que poderia ser. — Adam Scott! Não sei porque amiga, mas acho que sua vida vai mudar depois dessa conversa. — Será?! Fico ali perdida em meus pensamentos enquanto Jack volta sua atenção para o filme. O que será que esse homem importante e poderoso quer comigo?
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