A mansão estava mergulhada em silêncio, mas Amira sentia cada sombra como um olhar invisível, carregado de ameaça. Ela sabia que estava sendo observada, não apenas por Lorenzo, mas por cada detalhe daquela casa, cada passo do serviço, cada presença silenciosa nos corredores. Mesmo sentada à beira da cama, com os dedos entrelaçados, seu corpo reagia como se estivesse sempre à beira de um ataque. Lorenzo não apareceu imediatamente. Amira se levantou e começou a andar pelo quarto, incapaz de se sentar. A tensão dentro dela crescia, como se cada segundo contivesse a expectativa de um desastre iminente. Ela se lembrava da maneira como ele a havia tocado, da firmeza em seus gestos, da intensidade do olhar que, mesmo controlado, denunciava uma vulnerabilidade que ele jamais admitiria. O toque d

