O Príncipe de Roma

1289 Words

O vento que vinha do mar trazia cheiro de ferro e presságio. Palermo parecia prender o fôlego, como se soubesse que algo estava para ruir. No centro do cais, Lorenzo observava os navios alinhados, enquanto Amira, de preto, falava com um dos mensageiros. O homem tremia. — Donna… eles levaram Rosetta. A frase caiu como um disparo. O mundo pareceu girar em torno do nome dela. Amira se virou devagar, o olhar afiado como lâmina. — Quem? O mensageiro hesitou. — Homens de Roma. Disseram… disseram que o Príncipe manda lembranças. Silêncio. Apenas o mar batendo, distante, como se zombasse da calma que ela ainda fingia ter. Lorenzo se aproximou, os olhos frios. — Quando? — Há duas horas. O comboio foi interceptado na estrada norte. Amira cerrou os punhos, a voz controlada. — E nenhu

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