A Armadilha de Nápoles

1426 Words

O trem cortava a madrugada, atravessando o coração da Itália com o som surdo dos trilhos ecoando como batimentos distantes. Amira tentava manter os olhos abertos, observando pela janela o reflexo de uma cidade que dormia. Mas havia algo errado. Os vagões estavam quase vazios demais. As luzes, fracas demais. Um arrepio subiu pela espinha. A intuição, velha companheira de medo, começou a gritar antes que ela entendesse o porquê. Três homens entraram no vagão. Trajes escuros, postura firme demais para simples passageiros. O primeiro parou no corredor, o segundo trancou a porta, o terceiro se aproximou com um sorriso frio. — Donna Amira Valente? Ela levantou devagar. — Não uso esse nome. O homem riu. — Mas o mundo ainda te chama assim. Antes que ela pudesse reagir, sentiu o pano ú

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