Donna Moretti-Valente

1211 Words

A noite em Palermo nunca dormia. Os becos respiravam fumaça, os portos carregavam silêncio e as sombras murmuravam o nome que agora dominava tudo: Donna Moretti-Valente. Amira observava a cidade do alto da varanda da mansão. O vento batia contra os cabelos, e as luzes refletiam no vinho dentro da taça. Era estranho sentir o gosto do poder. Tinha o mesmo sabor do sangue, só que mais doce. Rosetta entrou sem bater. — Os homens voltaram de Nápoles. Trouxeram relatórios sobre os carregamentos. Amira assentiu, sem virar o rosto. — E o conselho? — Está inquieto. Alguns dizem que você está se tornando... igual a ele. Amira riu, amargo. — Lorenzo matou para dominar. Eu mato para manter. São coisas diferentes. Rosetta hesitou. — Mas o preço é o mesmo. Amira virou-se. Os olhos dela, f

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