O mar devolveu o silêncio. Três dias após a queda da fortaleza, o corpo de Lorenzo Valente foi encontrado preso entre as rochas da costa de Cefalù. Os jornais diziam que o rei da máfia finalmente havia morrido. Mas os que realmente o conheceram sabiam que um homem como ele nunca morre por completo — apenas muda de sombra. Amira observava o caixão fechado diante dela, as mãos trêmulas. O vento frio cortava o rosto, e o horizonte era uma mistura de cinza e mar. Rosetta ficara para trás, ferida. O resto dos homens se dispersara. Ela estava sozinha. Mas o nome Valente… ainda ecoava. Ajoelhou-se diante do corpo, os olhos marejados. — Você destruiu tudo o que tocou, Lorenzo — sussurrou. — E mesmo assim, foi o único que me ensinou o que é lutar. Passou a mão sobre o caixão e retirou do

