O silêncio da mansão parecia mais pesado do que nunca naquela manhã. Amira acordou com o corpo dolorido, os pensamentos ainda presos ao fracasso da tentativa de fuga da noite anterior. Cada memória do toque firme e da presença implacável de Lorenzo queimava na mente. Ao atravessar o corredor, ela sentiu os olhos de Lorenzo sobre si, penetrantes e frios. Cada passo seu era medido, cada gesto observado. — Levante-se — ordenou ele, a voz rouca e firme. Ela engoliu em seco, tentando manter a postura. — Levantar? — murmurou, consciente do que se aproximava. — Não fui feita para obedecer. — Nem todos sobrevivem à desobediência — respondeu ele, avançando alguns passos, os olhos flamejando de uma intensidade quase predatória. — Mas você está aqui para aprender que cada escolha tem preço. Ami

