O Don e o Juramento

2061 Words

O retorno à mansão foi silencioso. Nenhum dos homens ousou falar durante o trajeto. Do lado de fora, a cidade ainda fumegava — ruas manchadas de sangue, o som distante das sirenes cortando a madrugada. No banco de trás, Lorenzo mantinha o olhar fixo na janela. As mãos sujas de sangue repousavam sobre o joelho. Amira, ao lado dele, observava o perfil duro, o maxilar travado, o olhar vazio. Aquele não era o homem que a salvara; era o Don. O mesmo que o mundo inteiro temia. Quando o carro parou diante da mansão, ele desceu sem dizer uma palavra. Os seguranças abriram caminho. O portão se fechou atrás deles com um estrondo metálico. Amira o seguiu, hesitante. O ar dentro da casa parecia diferente, pesado. As luzes estavam acesas, mas o ambiente estava mergulhado em um silêncio quase religio

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