O ambiente da mansão parecia mais denso naquela noite. As luzes refletiam nas paredes de mármore, projetando sombras que pareciam se mover sozinhas, acompanhando a inquietação de quem as habitava. Lorenzo estava de pé junto à janela de seu escritório, um copo de uísque na mão, os olhos fixos na escuridão do jardim. O líquido âmbar tremulava entre seus dedos, como se refletisse o turbilhão que o consumia por dentro. Amira havia se recolhido mais cedo, tentando entender o que se passava com aquele homem. Por mais que tentasse odiá-lo, algo dentro dela a impedia de ser indiferente. Ele era c***l, sim, mas também humano de um jeito que ela começava a reconhecer. Essa percepção a deixava dividida — entre a necessidade de resistir e o desejo de compreender. Lorenzo, por outro lado, odiava o qu

