A escuridão cobria a periferia da cidade como um manto pesado, interrompido apenas pelas luzes vacilantes dos postes e pelo reflexo dos carros que passavam ao longe. Amira estava silenciosa no banco do carro blindado, observando as ruas desertas enquanto tentava compreender o que Lorenzo queria que ela visse. Ela já não se sentia apenas refém, mas intrusa em um mundo de poder, sangue e regras que jamais imaginara existir. Cada passo naquele território era um lembrete de que a vida que ela conhecia não existia mais. — Vai ficar quieta e assistir — disse Lorenzo, sem desviar os olhos da estrada. — Isso é o que acontece com quem trai meu nome. Amira engoliu em seco, apertando as mãos contra o colo. Ela sabia que não deveria ter dúvidas sobre a crueldade dele, mas a visão do mundo da máfia a

