Assim que percebi o quanto o Papai gostava daquilo, eu caía de joelhos em todas as chances que tinha.
Eu gostava porque conseguia fazê-lo gozar muito rápido com a minha boca. Eu guardava os boquetes para rapidinhas durante o dia. Algumas vezes, quase fomos pegos. Por outro lado, isso parecia fazer o Papai gozar ainda mais forte.
Eu estava na cama, quase dormindo, quando meu colchão se moveu. Sorri na escuridão. O cheiro do sabonete líquido do Papai deixou minha b****a pulsando. Era um reflexo automático àquela altura. Quando ele se aproximava, eu sabia que seria fodida.
Ele deslizou para baixo das cobertas, e sua pele nua pressionou a minha. Ele estava tão quente enquanto pressionava o peito contra as minhas costas e me abraçava para brincar com meus m*****s.
— Eu gostaria de poder cair no sono assim — eu disse.
— Eu também, Bebê. Eu também.
Dizíamos coisas assim com frequência, mas eu tinha a sensação de que a balança ia pender a meu favor muito em breve. Papai me vira de costas e se move para o meio das minhas pernas.
Como fodemos quando podemos e onde podemos, não fazemos sexo em uma cama com frequência. Então, quando o Papai entra de fininho no meu quarto às vezes, geralmente fazemos a boa e velha posição de missionário.
Embora seja tudo, menos entediante.
Ele esfrega a parte de baixo do p*u entre os lábios da minha b****a, pegando meu c******s a cada passagem. Papai olha no fundo dos meus olhos. Observamos um ao outro sob a luz do luar que se filtra pela minha janela.
Quando o p*u dele está úmido com o meu lubrificante, ele me penetra até o talo em uma única estocada longa. Ele me alarga, mas não me dá tempo de me ajustar à sensação de preenchimento antes de puxar de volta e fazer a mesma coisa novamente.
Papai desliza as mãos para baixo da minha b***a, agarrando meus quadris e me batendo contra ele a cada estocada. Minha cabeceira bate contra a parede, mas ele não para.
— Mais forte — eu imploro.
— p***a. O que você está fazendo comigo? — ele sussurra. — Tudo em que consigo pensar é em voltar para dentro de você.
— Sim — eu simbilo, porque é exatamente como me sinto, exatamente o que eu quero, ele dentro de mim o tempo todo.
Estou viciada.
— Quando será o bastante? — ele pergunta.
— Nunca — eu lhe digo. — Por favor, Papaizinho...
Ele geme quando eu o chamo assim.
— Não pare de me f***r — imploro.
— Eu quero você só para mim.
A velocidade dele aumenta. Sei que ele está ficando perto. Eu também estou. O som de carne batendo contra carne ecoa contra as paredes. A batida da cabeceira contra a parede fica mais rápida, mais alta.
— Papai — eu gemo, minhas palavras pontuadas e levemente cortadas pelo corpo dele batendo no meu. — Acho que estou grávida. Não vi minha regra ultimamente.
— p***a — ele rosna enquanto me estoca uma última vez e fica imóvel.
O p*u dele dá solavancos e flexiona dentro de mim enquanto ele descarrega bem fundo. A reação dele desencadeia o meu próprio orgasmo.
Quando meu corpo se aperta ao redor dele, os músculos dele estremecem e tremem. O orgasmo dele continua por muito tempo, prolongando o meu também.
Quando o corpo dele relaxa, ele desaba em cima de mim. Esfrego as mãos para cima e para baixo nas costas dele e me pergunto qual será a resposta dele.
— Chega de nos escondermos — disse ele. — Vamos arranjar nosso próprio lugar antes que sua mãe perceba o que aconteceu.
— Eu tenho dezenove anos. Ela não pode impedir o que temos.
— Não, mas eu também não quero esfregar na cara dela. Você vai se mudar primeiro. Diga a ela que vai voltar para a faculdade mais cedo. Eu diria que irei logo depois de algumas semanas, mas provavelmente será questão de dias. Não conseguirei ficar longe de você por mais tempo do que isso.
Sorri na escuridão. Papai ia ser todinho meu, afinal de contas.
***
Na manhã seguinte, comecei a arrumar algumas das minhas coisas na minha mala de viagem para voltar à faculdade, exatamente como planejamos.
Papai pairava no batente da porta, observando-me dobrar as roupas. Seus olhos continuavam caindo para a minha barriga. Ele não disse nada, mas eu sabia o que ele estava pensando... o que nós dois estávamos pensando.
Ele se aproximou, segurou-me por trás, beijou a parte de trás do meu pescoço e roçou o nariz na minha orelha.
— Você tem que se apressar, bebê. Antes que sua Mãe volte do mercado.
Fechei o zíper da bolsa, com o coração disparado. Já tínhamos escapado de tanta coisa, mas isso, partirmos juntos, parecia mais pesado. Permanente.
Movemo-nos rápido pelo corredor, Papai carregando uma das minhas caixas menores enquanto eu jogava a mala sobre o ombro. Minha pulsação saltava a cada rangido das tábuas do piso.
Então a porta da frente se abriu.
A voz da mamãe ecoou, leve, mas aguda.
— Esqueci o leite.
Papai congelou, os olhos travados nos meus. A caixa quase escorregou das mãos dele.
Forcei um sorriso e dei um passo à frente como se nada estivesse errado, rezando para que minha voz não tremesse.
— Ah, oi, Mãe. Estávamos apenas...
O olhar dela alternou de mim para a mala de viagem... depois para o Papai parado perto demais atrás de mim, seu peito subindo e descendo como se tivesse corrido um quilômetro.
Ela franziu a testa.
— O que vocês dois estão fazendo aqui... juntos?
O peso do olhar dela me pressionou, mais pesado do que a mala escorregando do meu ombro. Minha garganta secou. Papai mexeu-se ao meu lado, os nós dos dedos empalidecendo contra a caixa que ele segurava.
Forcei uma risada que soou fina demais, nervosa demais.
— Eu estava apenas, hum... arrumando as malas. O Papai estava me ajudando a levar minhas coisas para cima.
Os olhos da mamãe viajaram entre nós, lentos e afiados, como se estivesse descascando camadas que não podíamos nos dar ao luxo de expor.
— Para cima? A esta hora?
O calor subiu pelo meu pescoço. Papai interveio antes que eu pudesse vacilar de novo. A voz dele era calma, mas eu conseguia ouvir a tensão nela.
— Ela disse que queria se organizar antes das aulas começarem. Eu me ofereci para ajudar, já que estava por aqui.
Os lábios da mamãe se apertaram em uma linha. Ela não parecia convencida.
O silêncio se estendeu, espesso e perigoso. Meu coração martelava tão forte que eu tinha certeza de que ela podia ouvir. Então, misericordiosamente, o celular dela vibrou na bolsa. Ela resmungou algo baixinho, virou-se um pouco e atendeu a ligação.
Papai inclinou-se para perto, seu sussurro roçando quente contra minha orelha.
— Vá. Agora.
Agarrei a mala, passando por ela em direção às escadas. Minhas pernas pareciam gelatina, mas a adrenalina me manteve em movimento. Papai seguiu, perto o suficiente para que seu calor queimasse contra minhas costas.
Quando chegamos ao meu quarto, fechei a porta, o peito arfando. Papai colocou a caixa no chão e passou a mão pelo cabelo. Sua mandíbula se cerrou, os olhos sombrios.
— Ela está nos vigiando de perto demais. Um erro e tudo acaba.
Pressionei a palma da mão no peito dele, sentindo o latejar de seu coração sob minha mão.
— Então não cometemos erros.
Ele me beijou com força, desesperado, como se as paredes estivessem se fechando sobre nós. E talvez estivessem.
Porque, assim que seus lábios deixaram os meus, o chão rangeu do lado de fora da porta. Uma sombra passou sob a fresta de luz.
— Por que a porta está trancada? — A voz da mamãe flutuou, curiosa, aguda, perto demais.