Tensões à Flor da Pele

1540 Words
O galpão estava mergulhado em um silêncio carregado. O vento soprava lá fora, fazendo as folhas secas arranharem o chão de concreto. Rafael terminou de mexer no pequeno rádio portátil, tentando captar alguma frequência útil. Nada. Só estática. Elaine se aproximou, observando-o com curiosidade. — Ainda tentando ouvir algo? Rafael sorriu de canto, levantando o olhar para ela. — Sim, mas acho que estamos longe demais de qualquer sinal. Elaine riu suavemente, cruzando os braços. O silêncio no galpão parecia pesar toneladas. Os olhares carregados de ciúmes, o jogo sutil de Rafael, a tensão entre eles… tudo estava prestes a explodir. Elaine passou as mãos pelos cabelos, tentando ignorar a forma como Gabriel e Helena estavam fechados, olhando para Rafael como predadores prontos para atacar. Ela não queria problemas entre eles. Mas Rafael sabia como cutucar feridas. Ele sorriu de canto e esticou os braços, se espreguiçando. — Bom, se a gente vai madrugar planejando como destruir Victor, acho que vou dormir um pouco. O tom casual só piorou a situação. Gabriel cerrava os punhos discretamente, e Helena apenas balançou a cabeça, controlando-se para não responder. Mas Rafael não terminou ali. Ele se aproximou de Elaine, parando perto o suficiente para que Gabriel se inclinasse na direção deles, como um aviso silencioso. — Durma bem, Ruiva. — Rafael sussurrou, sem desviar os olhos dela. Antes que Gabriel pudesse reagir, Elaine deu um passo para trás e cruzou os braços. — Para de brincar com fogo, Rafael. Ele sorriu, mas algo em seus olhos mostrava que não era apenas um jogo. E então, ele se afastou e foi para um canto mais afastado do galpão, mas não sem antes lançar um último olhar para Gabriel e Helena. A mensagem era clara: ele sabia o que estava fazendo. Helena bufou, se virando para Gabriel. — Você viu isso? — Vi. — Gabriel respondeu, ainda tenso. Elaine suspirou. — Vocês dois precisam relaxar. Helena cruzou os braços. — Relaxa você! Ele está provocando, e se acha esperto por isso. Gabriel passou a mão pelo rosto. Ele estava irritado, e isso era raro. Elaine se aproximou, tocando o rosto dele suavemente. — Ei… Você sabe que nada muda entre a gente. Ele respirou fundo, tentando acalmar o sangue quente correndo nas veias. Helena também se aproximou, agora mais calma. — Só não gosto da ideia de ter que dividir seu olhar com alguém que não sabe a hora de parar. Elaine sorriu suavemente, envolvendo os dois com os braços. — Então não me deixem olhar para mais ninguém. Gabriel finalmente sorriu. Helena revirou os olhos, mas aceitou a provocação. Por enquanto, o clima esquentava entre eles de um jeito diferente… Mas o verdadeiro fogo ainda estava por vir. — Talvez seja melhor assim. Por um momento, sem barulho, sem perseguições… Rafael inclinou a cabeça, observando-a. A forma como seus cabelos ruivos caíam sobre os ombros, os olhos verdes faiscando sob a luz fraca. — Sabe, é curioso. Sempre estivemos de lados opostos, mas agora… aqui estamos nós. Elaine arqueou a sobrancelha. — Você não confia em mim? — Acho que confio até demais. — Rafael disse, seu tom mais baixo, quase um sussurro. O jeito como ele a olhava não passou despercebido. Gabriel, que observava de longe, apertou os punhos. Seus olhos se estreitaram ao ver Rafael inclinar o corpo na direção de Elaine. Helena percebeu. E não gostou nem um pouco. — Não sabia que estávamos tendo uma reunião particular aqui. — Ela disse, cortante, enquanto caminhava em direção aos dois. Rafael riu suavemente, como se não notasse a tensão no ar. — Apenas uma conversa, Helena. Gabriel se levantou lentamente, cruzando os braços. O olhar dele dizia que não gostava do rumo que a "conversa" estava tomando. — Acho que já é tarde para ficarmos batendo papo. Precisamos descansar. Elaine percebeu o clima carregado e lançou um olhar de canto para Rafael. Ele estava se divertindo com aquilo. Helena parou ao lado de Gabriel, os dois formando uma presença quase possessiva perto de Elaine. — É melhor cada um lembrar seu lugar. — Helena disse, olhando diretamente para Rafael. O homem apenas sorriu, dando um passo para trás. — Calma. Não precisam ficar na defensiva. Só estou me enturmando. Gabriel estreitou os olhos. — Sei exatamente o que você está fazendo. Rafael ergueu as mãos em um gesto de rendição, mas o brilho no olhar mostrava que ele gostava da reação que causava. Elaine suspirou e se afastou um pouco, sentindo a tensão crescer. Ela sabia que Rafael gostava de provocar, mas Gabriel e Helena eram diferentes. Eles não jogavam esse tipo de jogo. O silêncio que veio depois foi pesado. Cada um foi para o seu canto, mas ficou claro: os laços entre eles estavam fortes… mas a presença de Rafael poderia mudar tudo. O silêncio no galpão parecia pesar toneladas. Os olhares carregados de ciúmes, o jogo sutil de Rafael, a tensão entre eles… tudo estava prestes a explodir. Elaine passou as mãos pelos cabelos, tentando ignorar a forma como Gabriel e Helena estavam fechados, olhando para Rafael como predadores prontos para atacar. Ela não queria problemas entre eles. Mas Rafael sabia como cutucar feridas. Ele sorriu de canto e esticou os braços, se espreguiçando. — Bom, se a gente vai madrugar planejando como destruir Victor, acho que vou dormir um pouco. O tom casual só piorou a situação. Gabriel cerrava os punhos discretamente, e Helena apenas balançou a cabeça, controlando-se para não responder. Mas Rafael não terminou ali. Ele se aproximou de Elaine, parando perto o suficiente para que Gabriel se inclinasse na direção deles, como um aviso silencioso. — Durma bem, Ruiva. — Rafael sussurrou, sem desviar os olhos dela. Antes que Gabriel pudesse reagir, Elaine deu um passo para trás e cruzou os braços. — Para de brincar com fogo, Rafael. Ele sorriu, mas algo em seus olhos mostrava que não era apenas um jogo. E então, ele se afastou e foi para um canto mais afastado do galpão, mas não sem antes lançar um último olhar para Gabriel e Helena. A mensagem era clara: ele sabia o que estava fazendo. Helena bufou, se virando para Gabriel. — Você viu isso? — Vi. — Gabriel respondeu, ainda tenso. Elaine suspirou. — Vocês dois precisam relaxar. Helena cruzou os braços. — Relaxa você! Ele está provocando, e se acha esperto por isso. Gabriel passou a mão pelo rosto. Ele estava irritado, e isso era raro. Elaine se aproximou, tocando o rosto dele suavemente. — Ei… Você sabe que nada muda entre a gente. Ele respirou fundo, tentando acalmar o sangue quente correndo nas veias. Helena também se aproximou, agora mais calma. — Só não gosto da ideia de ter que dividir seu olhar com alguém que não sabe a hora de parar. Elaine sorriu suavemente, envolvendo os dois com os braços. — Então não me deixem olhar para mais ninguém. Gabriel finalmente sorriu. Helena revirou os olhos, mas aceitou a provocação. Por enquanto, o clima esquentava entre eles de um jeito diferente… Mas o verdadeiro fogo ainda estava por vir. A manhã nasceu fria e carregada de tensão. O sol m*l havia despontado no horizonte e o trio já estava em movimento. Rafael verificava suas armas, Helena digitava algo no laptop e Gabriel caminhava de um lado para o outro, a mente acelerada com os últimos detalhes do plano. Foi então que Elaine quebrou o silêncio: — Precisamos de um bode expiatório. Helena ergueu os olhos do laptop. — Você tem alguém em mente? Elaine hesitou por um segundo antes de dizer: — Sim. Gabriel parou imediatamente e encarou a ruiva. Ele já não tinha gostado da cena com Rafael na noite anterior… e agora isso? — Quem? — Ele perguntou, a voz séria. Elaine respirou fundo. — Arthur. O nome fez Gabriel e Helena se entreolharem. — Arthur? — Helena repetiu, desconfiada. Elaine assentiu. — Ele era meu namorado há alguns anos. Tem contatos, influência e… ele ainda faria qualquer coisa por mim. Rafael soltou um riso baixo. — Interessante. Gabriel cruzou os braços. Ele não gostou disso nem um pouco. — E você tem certeza de que pode confiar nele? Elaine suspirou. — Confiar, não. Manipular? Sim. Helena fechou o laptop e se inclinou na direção de Elaine. — E ele ainda sente algo por você? Elaine desviou o olhar por um segundo antes de responder: — Provavelmente. Gabriel cerrou os dentes. Rafael balançou a cabeça, divertido. — Parece que alguém vai ter que engolir o ciúme. Gabriel ignorou Rafael, mas Helena não. — E você confia que ele não vai estragar tudo por causa dos sentimentos que tem por você? — Se eu jogar direito, ele fará exatamente o que a gente precisa. — Elaine disse, convicta. O silêncio caiu sobre o grupo. Helena trocou um olhar com Gabriel e depois com Rafael. — Isso vai ser interessante. Gabriel bufou, mas não disse mais nada. Ele sabia que não tinha escolha. Arthur era a peça que faltava. Mas trazê-lo para o jogo significava reabrir portas que talvez fosse melhor manter fechadas. E no fundo, Gabriel e Helena sabiam: Arthur não ajudaria apenas pelo plano. Ele queria Elaine de volta. E não esconderia isso de ninguém.
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