O galpão estava mergulhado em um silêncio carregado. O vento soprava lá fora, fazendo as folhas secas arranharem o chão de concreto.
Rafael terminou de mexer no pequeno rádio portátil, tentando captar alguma frequência útil. Nada. Só estática.
Elaine se aproximou, observando-o com curiosidade.
— Ainda tentando ouvir algo?
Rafael sorriu de canto, levantando o olhar para ela.
— Sim, mas acho que estamos longe demais de qualquer sinal.
Elaine riu suavemente, cruzando os braços.
O silêncio no galpão parecia pesar toneladas. Os olhares carregados de ciúmes, o jogo sutil de Rafael, a tensão entre eles… tudo estava prestes a explodir.
Elaine passou as mãos pelos cabelos, tentando ignorar a forma como Gabriel e Helena estavam fechados, olhando para Rafael como predadores prontos para atacar.
Ela não queria problemas entre eles.
Mas Rafael sabia como cutucar feridas.
Ele sorriu de canto e esticou os braços, se espreguiçando.
— Bom, se a gente vai madrugar planejando como destruir Victor, acho que vou dormir um pouco.
O tom casual só piorou a situação. Gabriel cerrava os punhos discretamente, e Helena apenas balançou a cabeça, controlando-se para não responder.
Mas Rafael não terminou ali.
Ele se aproximou de Elaine, parando perto o suficiente para que Gabriel se inclinasse na direção deles, como um aviso silencioso.
— Durma bem, Ruiva. — Rafael sussurrou, sem desviar os olhos dela.
Antes que Gabriel pudesse reagir, Elaine deu um passo para trás e cruzou os braços.
— Para de brincar com fogo, Rafael.
Ele sorriu, mas algo em seus olhos mostrava que não era apenas um jogo.
E então, ele se afastou e foi para um canto mais afastado do galpão, mas não sem antes lançar um último olhar para Gabriel e Helena.
A mensagem era clara: ele sabia o que estava fazendo.
Helena bufou, se virando para Gabriel.
— Você viu isso?
— Vi. — Gabriel respondeu, ainda tenso.
Elaine suspirou.
— Vocês dois precisam relaxar.
Helena cruzou os braços.
— Relaxa você! Ele está provocando, e se acha esperto por isso.
Gabriel passou a mão pelo rosto. Ele estava irritado, e isso era raro.
Elaine se aproximou, tocando o rosto dele suavemente.
— Ei… Você sabe que nada muda entre a gente.
Ele respirou fundo, tentando acalmar o sangue quente correndo nas veias.
Helena também se aproximou, agora mais calma.
— Só não gosto da ideia de ter que dividir seu olhar com alguém que não sabe a hora de parar.
Elaine sorriu suavemente, envolvendo os dois com os braços.
— Então não me deixem olhar para mais ninguém.
Gabriel finalmente sorriu. Helena revirou os olhos, mas aceitou a provocação.
Por enquanto, o clima esquentava entre eles de um jeito diferente…
Mas o verdadeiro fogo ainda estava por vir.
— Talvez seja melhor assim. Por um momento, sem barulho, sem perseguições…
Rafael inclinou a cabeça, observando-a. A forma como seus cabelos ruivos caíam sobre os ombros, os olhos verdes faiscando sob a luz fraca.
— Sabe, é curioso. Sempre estivemos de lados opostos, mas agora… aqui estamos nós.
Elaine arqueou a sobrancelha.
— Você não confia em mim?
— Acho que confio até demais. — Rafael disse, seu tom mais baixo, quase um sussurro.
O jeito como ele a olhava não passou despercebido.
Gabriel, que observava de longe, apertou os punhos. Seus olhos se estreitaram ao ver Rafael inclinar o corpo na direção de Elaine.
Helena percebeu. E não gostou nem um pouco.
— Não sabia que estávamos tendo uma reunião particular aqui. — Ela disse, cortante, enquanto caminhava em direção aos dois.
Rafael riu suavemente, como se não notasse a tensão no ar.
— Apenas uma conversa, Helena.
Gabriel se levantou lentamente, cruzando os braços. O olhar dele dizia que não gostava do rumo que a "conversa" estava tomando.
— Acho que já é tarde para ficarmos batendo papo. Precisamos descansar.
Elaine percebeu o clima carregado e lançou um olhar de canto para Rafael. Ele estava se divertindo com aquilo.
Helena parou ao lado de Gabriel, os dois formando uma presença quase possessiva perto de Elaine.
— É melhor cada um lembrar seu lugar. — Helena disse, olhando diretamente para Rafael.
O homem apenas sorriu, dando um passo para trás.
— Calma. Não precisam ficar na defensiva. Só estou me enturmando.
Gabriel estreitou os olhos.
— Sei exatamente o que você está fazendo.
Rafael ergueu as mãos em um gesto de rendição, mas o brilho no olhar mostrava que ele gostava da reação que causava.
Elaine suspirou e se afastou um pouco, sentindo a tensão crescer. Ela sabia que Rafael gostava de provocar, mas Gabriel e Helena eram diferentes. Eles não jogavam esse tipo de jogo.
O silêncio que veio depois foi pesado.
Cada um foi para o seu canto, mas ficou claro: os laços entre eles estavam fortes… mas a presença de Rafael poderia mudar tudo.
O silêncio no galpão parecia pesar toneladas. Os olhares carregados de ciúmes, o jogo sutil de Rafael, a tensão entre eles… tudo estava prestes a explodir.
Elaine passou as mãos pelos cabelos, tentando ignorar a forma como Gabriel e Helena estavam fechados, olhando para Rafael como predadores prontos para atacar.
Ela não queria problemas entre eles.
Mas Rafael sabia como cutucar feridas.
Ele sorriu de canto e esticou os braços, se espreguiçando.
— Bom, se a gente vai madrugar planejando como destruir Victor, acho que vou dormir um pouco.
O tom casual só piorou a situação. Gabriel cerrava os punhos discretamente, e Helena apenas balançou a cabeça, controlando-se para não responder.
Mas Rafael não terminou ali.
Ele se aproximou de Elaine, parando perto o suficiente para que Gabriel se inclinasse na direção deles, como um aviso silencioso.
— Durma bem, Ruiva. — Rafael sussurrou, sem desviar os olhos dela.
Antes que Gabriel pudesse reagir, Elaine deu um passo para trás e cruzou os braços.
— Para de brincar com fogo, Rafael.
Ele sorriu, mas algo em seus olhos mostrava que não era apenas um jogo.
E então, ele se afastou e foi para um canto mais afastado do galpão, mas não sem antes lançar um último olhar para Gabriel e Helena.
A mensagem era clara: ele sabia o que estava fazendo.
Helena bufou, se virando para Gabriel.
— Você viu isso?
— Vi. — Gabriel respondeu, ainda tenso.
Elaine suspirou.
— Vocês dois precisam relaxar.
Helena cruzou os braços.
— Relaxa você! Ele está provocando, e se acha esperto por isso.
Gabriel passou a mão pelo rosto. Ele estava irritado, e isso era raro.
Elaine se aproximou, tocando o rosto dele suavemente.
— Ei… Você sabe que nada muda entre a gente.
Ele respirou fundo, tentando acalmar o sangue quente correndo nas veias.
Helena também se aproximou, agora mais calma.
— Só não gosto da ideia de ter que dividir seu olhar com alguém que não sabe a hora de parar.
Elaine sorriu suavemente, envolvendo os dois com os braços.
— Então não me deixem olhar para mais ninguém.
Gabriel finalmente sorriu. Helena revirou os olhos, mas aceitou a provocação.
Por enquanto, o clima esquentava entre eles de um jeito diferente…
Mas o verdadeiro fogo ainda estava por vir.
A manhã nasceu fria e carregada de tensão. O sol m*l havia despontado no horizonte e o trio já estava em movimento.
Rafael verificava suas armas, Helena digitava algo no laptop e Gabriel caminhava de um lado para o outro, a mente acelerada com os últimos detalhes do plano.
Foi então que Elaine quebrou o silêncio:
— Precisamos de um bode expiatório.
Helena ergueu os olhos do laptop.
— Você tem alguém em mente?
Elaine hesitou por um segundo antes de dizer:
— Sim.
Gabriel parou imediatamente e encarou a ruiva. Ele já não tinha gostado da cena com Rafael na noite anterior… e agora isso?
— Quem? — Ele perguntou, a voz séria.
Elaine respirou fundo.
— Arthur.
O nome fez Gabriel e Helena se entreolharem.
— Arthur? — Helena repetiu, desconfiada.
Elaine assentiu.
— Ele era meu namorado há alguns anos. Tem contatos, influência e… ele ainda faria qualquer coisa por mim.
Rafael soltou um riso baixo.
— Interessante.
Gabriel cruzou os braços. Ele não gostou disso nem um pouco.
— E você tem certeza de que pode confiar nele?
Elaine suspirou.
— Confiar, não. Manipular? Sim.
Helena fechou o laptop e se inclinou na direção de Elaine.
— E ele ainda sente algo por você?
Elaine desviou o olhar por um segundo antes de responder:
— Provavelmente.
Gabriel cerrou os dentes.
Rafael balançou a cabeça, divertido.
— Parece que alguém vai ter que engolir o ciúme.
Gabriel ignorou Rafael, mas Helena não.
— E você confia que ele não vai estragar tudo por causa dos sentimentos que tem por você?
— Se eu jogar direito, ele fará exatamente o que a gente precisa. — Elaine disse, convicta.
O silêncio caiu sobre o grupo.
Helena trocou um olhar com Gabriel e depois com Rafael.
— Isso vai ser interessante.
Gabriel bufou, mas não disse mais nada. Ele sabia que não tinha escolha.
Arthur era a peça que faltava.
Mas trazê-lo para o jogo significava reabrir portas que talvez fosse melhor manter fechadas.
E no fundo, Gabriel e Helena sabiam: Arthur não ajudaria apenas pelo plano.
Ele queria Elaine de volta.
E não esconderia isso de ninguém.