O Acordo Entre Rafael, Helena, Elaine e Gabriel

1724 Words
O Acordo Entre Rafael, Helena, Elaine e Gabriel O reencontro não foi fácil. Nenhum deles confiava plenamente em Rafael, e com razão. O passado dele estava cheio de sombras, e o nome dele estava ligado ao de Victor, o homem que destruiu tantas vidas. Mas Rafael não queria esconder nada. Eles estavam em um galpão abandonado, um dos esconderijos que Gabriel usava quando precisava desaparecer. Rafael estava sentado à mesa, mãos abertas sobre o tampo de madeira, mostrando que não tinha nada a esconder. Helena e Elaine estavam em pé, vigilantes, e Gabriel, encostado na parede, observava em silêncio. — Eu sei que vocês não têm motivos para confiar em mim — Rafael começou, a voz firme, mas sem agressividade. — Mas eu também quero acabar com Victor. E para isso, vocês vão precisar da minha ajuda. — Por que agora? — Helena perguntou, cética. — Se você queria tanto acabar com ele, por que esperou tanto tempo? Rafael respirou fundo. — Porque antes eu não estava pronto. Passei anos fugindo, me escondendo, tentando entender como ele conseguiu me destruir tão fácil. Agora, eu sei. E mais do que isso… sei como derrubá-lo. Os três se entreolharam. Elaine cruzou os braços, desconfiada. — E como exatamente você pretende fazer isso? Rafael olhou para cada um deles, sério. — Victor é poderoso porque tem olhos em todos os lugares. Ele sabe quem se mexe, quem respira perto dele. Mas eu conheço os pontos cegos. Sei onde ele esconde o dinheiro. Sei quem são os traidores dentro da organização. E sei o que ele mais teme. Gabriel finalmente falou: — E o que ele mais teme? Rafael sorriu, sem humor. — Perder o controle. Victor não teme a morte. Ele teme ser um ninguém. Ele teme ver tudo o que construiu ruir. Se tirarmos isso dele, ele vai implodir por conta própria. Helena e Elaine se entreolharam, considerando. — Isso parece bom demais para ser verdade — Helena disse. — Eu sei — Rafael respondeu. — Mas pensem nisso: se eu estivesse do lado dele, vocês já estariam mortos. O silêncio foi pesado. Gabriel assentiu levemente. — Ele tem razão. — Se formos fazer isso, precisamos de um plano — Elaine disse, finalmente baixando a guarda. Rafael sorriu. — Já tenho um. E se fizermos isso direito… Victor nunca vai ver o golpe chegando. Os três trocaram olhares. Eles ainda não confiavam completamente em Rafael. Mas confiaram o suficiente para ouvir o plano. E naquela noite, uma aliança improvável foi formada. Uma aliança que poderia destruir Victor de uma vez por todas. O Plano Para Derrubar Victor Rafael se inclinou sobre a mesa, pegando um pedaço de papel e traçando rapidamente um diagrama. Seus olhos brilharam com determinação. — Victor tem três pilares que sustentam seu império: dinheiro, aliados e controle de informação. Se derrubarmos qualquer um deles, ele vai enfraquecer. Se derrubarmos os três ao mesmo tempo, ele cai sem chance de se reerguer. Helena, Elaine e Gabriel se aproximaram mais, atentos. Passo 1: Cortar o Dinheiro — O dinheiro dele está espalhado em várias contas offshore, mas a maior parte está em um cofre físico, bem escondido. — Rafael bateu o dedo no papel. — E eu sei exatamente onde. — Onde? — perguntou Gabriel. — Uma propriedade discreta fora da cidade, disfarçada como uma vinícola. O local é protegido por seguranças de confiança e, mais importante, por um sistema de segurança biométrica que só reconhece Victor e dois dos seus homens de confiança. Helena arqueou uma sobrancelha. — E como pretendemos entrar? Rafael sorriu. — Nós não precisamos entrar. Precisamos fazer com que Victor pense que está sendo roubado. Se ele acreditar que alguém dentro da organização o traiu, ele vai começar a desconfiar de todo mundo e cortar suas próprias conexões financeiras por medo. Elaine sorriu, entendendo a jogada. — Você quer fazer com que ele destrua suas próprias fontes de dinheiro. — Exatamente. Passo 2: Virar Seus Aliados Contra Ele — Victor reina pelo medo. Mas o medo pode ser virado contra ele. — Rafael continuou. — Ele tem aliados, mas muitos deles só são leais enquanto acreditam que ele é invencível. Se mostrarmos que ele está vulnerável, que está cometendo erros, eles vão começar a pular do barco. Gabriel assentiu. — E você sabe quem dentro da organização já está insatisfeito com ele? — Sei. E mais do que isso, sei como fazer com que a insatisfação vire traição. Helena olhou para Rafael com curiosidade. — E como exatamente faremos isso? — Criando uma ameaça invisível. Vamos espalhar informações falsas, como se houvesse um traidor muito próximo a Victor, alguém vazando informações sigilosas. Ele vai enlouquecer tentando encontrar essa pessoa… e, no processo, vai se virar contra seus próprios aliados. Passo 3: Quebrar Seu Controle de Informação — O verdadeiro poder de Victor não está só no dinheiro ou nos aliados. Está no que ele sabe. Ele tem dossiês sobre políticos, empresários e até criminosos. Esses arquivos são sua maior arma. — E onde eles estão? — perguntou Gabriel. Rafael sorriu. — No mesmo lugar onde ele se sente mais seguro: sua mansão. Ele tem um servidor privado escondido em um cofre no subsolo. E para acessar, precisamos de uma senha que só ele sabe. Elaine cruzou os braços. — Então estamos ferrados. — Nem tanto. — Rafael olhou para ela. — Victor tem um padrão. Ele não confia em tecnologia, então sempre guarda uma versão física das senhas em algum lugar próximo. Se conseguirmos invadir a casa dele discretamente, podemos encontrar essa senha e apagar todas as informações que ele tem. Sem isso, ele perde sua maior vantagem. Helena respirou fundo. — Então o plano é: fazer Victor desconfiar dos próprios aliados, destruir suas finanças e apagar suas informações. Rafael assentiu. — Exato. — E o que fazemos quando ele estiver completamente vulnerável? — perguntou Gabriel. Rafael encarou cada um deles, seu olhar frio e determinado. — Nós acabamos com ele. O silêncio caiu sobre o grupo. Não havia volta. Se falhassem, morreriam. Se vencessem, Victor nunca mais ameaçaria ninguém. E pela primeira vez, Helena, Elaine e Gabriel sentiram que finalmente tinham uma chance real de vencer esse jogo mortal. No Hotel – O Desejo Finalmente Os Consome O jantar havia sido delicioso, e o vinho deslizava quente pela garganta, dissolvendo qualquer resquício de hesitação. O plano estava traçado, o perigo espreitava na escuridão, mas, dentro daquele quarto de hotel, envoltos pela penumbra aconchegante e pela cidade brilhando do lado de fora, nada mais importava além deles. Helena estava recostada na poltrona, segurando a taça de vinho com um sorriso misterioso. Seus cabelos longos e escuros caiam em ondas sobre os ombros, e seus olhos âmbar analisavam cada detalhe dos dois à sua frente — Elaine, ruiva e selvagem, e Gabriel, intenso e irresistível. Elaine jogou a cabeça para trás, rindo de algo que Gabriel dissera, expondo a curva do pescoço alvo e a cascata de cachos avermelhados que desciam até sua cintura. O brilho esmeralda de seus olhos cintilava sob a luz suave do quarto, e seus lábios carnudos seguravam o resto de vinho antes de ela pousar a taça sobre a mesa. Helena tomou um gole do próprio vinho e sorriu, provocadora. — Nós estamos mesmo fingindo que isso não está acontecendo? O silêncio preencheu o espaço. Gabriel levantou os olhos, seu maxilar tenso, os dedos apertando o vidro da taça. Elaine, por outro lado, sorriu de lado, mordendo o lábio inferior. — Depende… — Ela inclinou o corpo para frente, os cachos caindo como uma moldura ao redor de seu rosto. — Do que você acha que está acontecendo? Helena se levantou devagar, caminhando até a mesa e servindo mais uma dose de vinho. Seus olhos âmbar brilharam enquanto ela virava a bebida e então largava a taça com um baque suave. — Acho que já esperamos tempo demais. Elaine arqueou uma sobrancelha, seu olhar oscilando entre os dois. Gabriel permaneceu calado, apenas observando. Helena se aproximou dela, devagar, até que seus corpos estivessem a centímetros de distância. O perfume doce da ruiva invadiu seus sentidos, e Elaine prendeu a respiração quando Helena tocou de leve seu rosto, os dedos deslizando por sua mandíbula até seu queixo. — Você quer isso? — sussurrou Helena. Elaine não respondeu com palavras. Seus olhos verdes brilharam antes de suas mãos deslizarem pela cintura da morena, puxando-a para perto, e então seus lábios se tocaram. O beijo começou lento, mas foi ganhando urgência a cada segundo. As línguas se encontraram, os corpos se colaram, e um suspiro escapou da ruiva quando os dedos de Helena puxaram seus cachos com um pouco mais de força. Gabriel observava, a respiração pesada. O calor subia por sua pele, o desejo explodia dentro dele. Ele não podia resistir por mais tempo. Com um movimento firme, ele se levantou e caminhou até elas. Suas mãos deslizaram pela cintura de Helena, puxando-a suavemente para trás. Ela suspirou contra os lábios de Elaine antes de se virar para encará-lo. Seus olhos âmbar se encontraram com os dele. Não havia necessidade de palavras. Gabriel segurou o rosto de Helena com uma das mãos e a beijou com intensidade. Seus corpos se pressionaram um contra o outro, e ele sentiu o gosto do vinho em seus lábios, o calor de sua pele. Helena gemeu baixinho contra sua boca, e Gabriel deslizou as mãos por suas costas, puxando-a ainda mais para perto. Elaine observava, mordendo o lábio, o desejo crescendo dentro dela. Sem hesitar, ela se moveu por trás de Helena, beijando a pele quente de sua nuca enquanto suas mãos traçavam o caminho por sua cintura e quadris. Gabriel gemeu baixo ao sentir os dois corpos contra o seu, os perfumes se misturando, os toques se intensificando. — Vocês sabem que depois disso, não há mais volta, certo? — murmurou Gabriel, sua voz rouca de desejo. Helena sorriu contra seus lábios. — Quem disse que queremos voltar? O riso de Elaine soou como um sussurro pecaminoso antes de ela puxá-los para a cama. Os lençóis se tornaram um emaranhado de corpos quentes e ávidos, e a noite foi consumida por beijos ofegantes, gemidos abafados e toques que exploravam cada centímetro de pele. O mundo lá fora poderia desmoronar. Mas, naquela noite, eles pertenciam apenas um ao outro.
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