CAPÍTULO 4

1190 Words
ALEXANDRE - O que aconteceu? Estava ocupado - Oi filho, boa tarde... se estou bem? Claro que estou, obrigado por se preocupar tanto - como sempre Sr Dante sendo um dramático. - Qual foi o motivo da ligação urgente - falo na chamada de vídeo no celular, enquanto digito no meu notebook. - Já achamos - diz espessando felicidade. - Achamos o que? - Sua noiva - tiro o olho do notebook e olho pra tela do celular. - Que? E vocês estavam procurando uma noiva pra mim? - Alexandre Gongof não se faça de desentendido - Achei que você estava beflando quando disse que estava procurando alguém pra mim. - Ver se eu sou um homem de blefar, o jantar de escolha é amanhã. - Amanhã? Você sabe que estou na Itália né? - Justamente por isso que meu jatinho está indo lhe buscar, você não tem mais desculpas. - Pai eu estou ótimo como estou , não preciso de uma mulher. - Não estou lhe perguntando se você está ótimo ou péssimo, estou lhe comunicando - dou risada - Ah pai que empático da sua parte, achei fofo - Você sabe o que está em jogo - Eu não preciso de você pra nada - Agora ele que rir. - Nem você acredita nisso, esteja aqui amanhã... e faça essa barba, está h******l, parecendo um homem deslexado, você está noivo aos 31 anos já é vergonha o suficiente, não precisa está parecendo um mendigo - meu pai sempre elevando minha auto estima. - Posso ver quem é, ou é surpresa também? - Isso vai mudar o que? - Você não arranjou uma curupira pra mim não né- falo no tom de humor. - Não se atrase - diz e desliga - Iai mano pra onde vamos hoje? - o Marcelo diz entrando na minha sala. - Pro Brasil - respondo desligando o notebook e levantando. - Que? Porque? - Eu vou me casar - Desde quando? - pergunta confuso. - Descobri agora - Você fumou um? - Não, você está ligado quem é minha família... lá é assim. - E a mulher? É gata? - Eu não sei - Você não viu? - "Isso vai mudar o que?"palavras do meu pai - Vamos sair pra comemorar, despedida de solteiro - Temos que voltar antes das 6 - eu não vou deixar de curtir. Sou dono de uma marca de roupa de trajes finos aqui na Itália, tenho duas lojas físicas ativas e sou dono de 5 escolas de tiro e luta no Brasil. Sempre fui ativo na máfia, hoje sou um guardião... porém nesses últimos dois anos, me dei o luxo de viver minha vida um pouco distante. Vim morar na Itália de vez, e não precisei ficar indo e voltando, já que eu já tinha essas lojas aqui, fiz intercâmbio quando era mais novo na Itália, fiz faculdade aqui e lá no Brasil. Mas viver no Brasil me ligava muito a máfia, tinha que fazer missões, cumprir tarefas... e não é que eu não goste, eu amo ser da família da máfia, ter meu pai como dono de tudo, mas eu queria sair na hora que eu quisesse, com quem eu quisesse, sem ter meu pai no meu pé, me lembrando que eu era um herdeiro e precisava de uma mulher pra casar e formar uma família, cara eu só queria t*****r em paz. Mas hoje eu entendo porque ele não implicou com a minha vinda pra cá, claro ele teve alguns benefícios por está perto da máfia italiana, ter um correspondente, e resolver algumas coisas e facilitar algumas coisas, isso eu faço até hoje. Mas o verdadeiro motivo foi me deixar fazer todas as merdas que eu queria, pra agora vim com essa de casamento, sem que eu falasse alguma coisa. Velho filho da puta... (...) - Ta passando maquiagem é princesa, vamos - o Marcelo aparece na porta do meu quarto. - Ta com pressa é? - Claro, marquei com uma gata lá hoje, e ela vai levar uma amiga - Isso de 4 é par não da certo, você sempre me joga os fuscas... não quero. - Ela é gata demais pra andar com gente feia 5 da manhã… Estamos em direção ao jato, que ressaca meu Deus... mas que noite maravilhosa. - Bom dia pessoal - falo com os funcionários que estão esperando na frente do jato - opa, Iai Carlos quase nem conheci - falo abraçando ele. - Nesses 2 anos dei uma mudada - Estou vendo, vendeu foi? - falo da barriga dele, o cara pesava uns 200 quilos e agora tá magro, nem conheci. - Tinha alguém precisando mais do que eu - diz rindo. Finalmente deitado, aproveito pra dormir... - Cara nunca tinha entrado em um jato assim- ah o Marcelo veio comigo também. - Depois você me agradece, agora cala boca que quero dormir. - Que fofo - fala jogando uma almofada em mim. (...) Chegamos no Brasil e cara preferia nem ter vindo, eu gosto daqui, mas lá é mil vezes melhor. Queria ir pra minha casa, mas meu pai pediu pra vim direto pra casa dele, falando de um jeito gentil... porque ele me obrigou a isso. - Você está h******l - a primeira coisa que meu pai fala quando me ver. - Oi pai cheguei bem, obrigado por perguntar. - Quem é esse aí? - pergunta vendo o Marcelo. - Um amigo - Você é gay? Agora faz sentido - diz me olhando com desdém e começo a rir. - Ai finalmente você descobriu - falo afinado a voz. - Não, não sou gay ... não somos um casal - o Marcelo diz desesperado. - Ele tem vergonha pai de assumir... mas já que você descobriu - Ele não vai no jantar - diz deixando a porta e entrando. - Eu vou m***r você - o Marcelo diz e dou risada (...) - Oi meu amor - minha mãe vem me abraçando. - Oi mamãe. Como está ? - Ah do mesmo jeito que antes, mas feliz porque você está aqui - Também estou feliz de lhe ver assim bem - ela ficou de cama por muito tempo, e ver ela assim andando já me deixa feliz. - Cadê seu namorado? - dou risada. - Ali, vem amor falar com a mamãe - o Marcelo me olha com o pior olhar que ele poderia olhar. - Você é lindo também, vem cá me dar um abraço. - Eu não sou namorado do Alexandre, somos amigos - diz abraçando minha mãe. - Não precisa ter vergonha, mas você sabe que ele vai se casar né ... deve ser difícil - o Marcelo está quase entrando no chão, e eu tenho uma crise de riso, isso está muito bom. - A gente não é namorados mãe, eu não sou gay - Sempre soube que não era, você sempre foi safado... mas seila, a Itália é estranha - dou risada. - Mas não conta pro papai - Você já é casado? - ela pergunta pro Marcelo. - Não, ainda não... na verdade nem pretendo - o Marcelo responde.
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