CAPÍTULO 5

1188 Words
Alexandre Chegamos na casa da menina, que eu não sei nem o nome direito, mas tô fazendo minha obrigação né. Queria tá dormindo, bebendo, fumando... menos aqui. - Boa noite - falo assim que entro na casa da família. - Chegaram, sejam bem vindos ... boa noite Alexandre - diz me cumprimentando. - Boa noite senhor, como está? - Bem graças a Deus, grande Dante - diz abraçando meu pai - senhorita - beija a mão da minha mãe - corto o olho pela casa e não vejo a bendita, somente sua mãe que se aproxima - Essa é minha senhora, Dafhine... o Dante já conhece, mas é bom você conhecer sua sogra né. - Senhora - falo lhe cumprimentando com um beijo na mão - Alexandre Gongof. - É um prazer conhecer você ( ...) Depois de toda a formalidade, estamos sentados esperando a protagonista que ainda estava se arrumando. Ouvimos barulho de salto e todos olhamos pra mesma direção, vejo uma menina que deve ter no máximo 1,65 de altura... da pele preta que parece que brilha conforme a luz passa pelo seu corpo, cabelo ondulado até a altura da cintura, e os olhos bem redondos, como uma jabuticaba, meu pai pelo menos soube escolher, ela é muito bonita. - Boa noite - chega sorrindo, que sorriso lindo. Catherine Ele é bem mais alto do que eu imaginei, bem mais branco do que eu imaginei, bem mais bonito do que imaginei, seus olhos são verdes, mas não é um verde normal, parece um cinza.... Não sei explicar, ele me olha de cima a baixo me avaliando e isso me deixa nervosa, nunca tive nenhum homem me avaliando assim. - Boa noite - falo sorrindo para ser simpática, mas estou bem nervosa. - Essa é minha filha, Catherine - Olá - o Dante vem me abraçar e sua esposa vem logo em seguida. - Você é muito linda, já vejo meus netos como vão ser... não vejo a hora - ela diz e coloca meu cabelo para trás, vejo o filho dela se levantando e realmente ele é alto, deve ter no mínimo 1,90. - Alexandre Gongof - diz esticando a mão para um cumprimento - Catherine Boaventura - me apresento com o sobrenome da minha mãe, e vejo um sorriso sem mostrar o dente aparecer no rosto dela, minha mão e do Alexandre entra em contato, e sinto o contraste da nossa temperatura, suas mãos quente e a minha muito gelada pelo nervoso. Fomos todos jantar, e sento de frente pra ele na mesa e do lado da minha mãe. - Fiquei sabendo que você faz faculdade Catherine, você faz o que? - a mãe dele pergunta. - Na verdade eu já sou formada em moda, e estou terminando a faculdade de artes plásticas. - Muito bem, bom saber o quanto é dedicada, isso é muito bom, mas você não frequentou o internato né? - Querida - o Dante a repreende, certamente não querendo falar do meu "problema" inventado pelo meu pai. - A Catherine foi muito bem educada e direcionada - meu pai afirma. - Eu não tenho dúvidas, a postura dela diz muito - tudo de etiqueta que eu sei, minha mãe que me ensinou, e sim eu estudei em uma escola "normal", mas tinha aula de etiquetas em casa, e aula de tiro em uma escola de um "conhecido" do meu pai, mas todas as meninas da máfia estudam em uma escola integral, onde além das matérias "normais" ensinam etiqueta, como administrar uma casa, uma família, a cozinhar... essas coisas. - Você trabalhava com que na Itália? - minha mãe pergunta, e gera uma surpresa... sim, geralmente o pai interroga o noivo, e a mãe do noivo interroga a noiva, na mafia tem algumas "tradições", que acabaram de ser quebradas. - Eu sou dono de lojas de trajes de gala - ele responde apenas. - Você que desenha? - pergunto e todos me olham, eu nem pensei antes de falar, geralmente não temos que falar nada, apenas responder os sogros. - Sim, sou eu que desenho - quando ele responde isso me gera mais curiosidade, mas não posso perguntar nada, não agora... então apenas fico em silêncio. - O casamento é daqui a três meses, precisamos correr com tudo, preparar o casamento - meu pai diz. - Isso é com vocês, estamos com a nossa parte - a família da noiva banca o casamento e a do noivo tem que dá o "lar" ao casal, você pode se mudar futuramente, mas a primeira casa do casal tem que ser um presente do pai do noivo. (...) Já jantamos e chegou a temida hora, a oficialização do noivado. A aliança do noivado também é uma escolha da família da noiva, eu não vi a aliança ainda, mas conhecendo meu pai, foi minha mãe que escolheu, de joia ela entende, não sei se escolheu através do meu gosto, mas enfim. - Quando vocês colocarem essa aliança, o laço jamais será desfeito - Meu pai começa e já me dá frio na barriga, estou de frente pro Alexandre e os nossos pais ao nosso lado - a partir do momento que essa troca acontecer, vocês não vão está compartilhando somente propósito, mas fidelidade, lealdade e acima de tudo o sangue... seus sangues serão um só, um pela vida do outro - Meu pai diz enquanto segura o anel. - Uma nova família irá se criar a partir do momento dessa troca de anéis - o pai do Alexandre pega a aliança - uma família quando se forma na máfia ela jamais se destruirá, entre nós lealdade não é escolha, é o preço da vida - diz o lema. - Hoje damos início a minha entrega da pessoa mais valiosa da minha vida, a coisa mais valiosa que um homem pode ter, e como nos foi ensinado "entre nós lealdade não é escolha, é o preço da vida.", entrego a minha em suas mãos, e o preço da sua honra, da sua felicidade e da sua segurança, está em suas mãos e sua vida é a moeda de troca pela garantia de tudo isso, não temos outra opção - meu pai diz diretamente pro Alexandre. - Lealdade e honra, aqui custa um preço alto,e so elas é a moeda de troca para um grande casamento, a partir do momento que essa troca acontecer sua lealdade ao seu marido será maior do que qualquer outra coisa - o pai do Alexandre diz me olhando. A caixinha é aberta e que aliança linda ... com certeza minha mãe escolheu pensando em mim, acabo sorrindo. Primeiro o Alexandre pega a minha aliança e depois segura minha mão, que está gelada ao nível máximo. - Entre nós lealdade não é escolha. É o preço da vida - diz o lema da máfia, e coloca o anel no meu dedo. Faço o mesmo gesto de pegar a aliança dele e pego em sua mão, meu Deus agora não tem mais volta. - Entre nós lealdade não é escolha. É o preço da vida - repito o lema. Agora estamos oficialmente noivos.
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