Sinceramente, acho que estou em um sonho. Desço mão pelo queixo forte de Rafael, para o pescoço onde eu posso sentir a sua pulsação acelerada, até encontrar o peito desnudo. Uma mão imensa segura meu pulso e ele recua um passo, se afastando de mim. — Eu não posso, Natália — murmura soando dilacerado. — Não poder e não querer são duas coisas diferentes — respondo me aproximando. É como uma dança: a cada passo que dou para a frente, Rafael da um passo para trás. Fico na ponta dos pés para sussurrar em seu ouvido: — E eu sei que você quer. — Você é amiga da minha filha — lamenta, esfregando o rosto. — E eu tenho o dobro da sua idade. Isso é tão errado… — Não é errado — discordo. — Somos dois adultos que se querem. Você pensa demais. Só fecha os olhos e aproveita o momento. Rafael

