— O rei Henrique, junto com o príncipe Rhajaran, do reino distante de Moheren, trazem recomendações de todo o reinado. Saúde, paz e vida longa aos habitantes de Alladien!
Um couro de palmas eclodiu em meio ao salão quando a realeza do reino de Moheren passou a entrar, parando a alguns passos dos tronos, fazendo uma leve reverência e se espalhando entre os convidados. Enquanto entravam, o Pajem não se cansava de recitar as riquezas encontradas no reino de Moheren, as maiores indústrias e o que parecia ser toda a genealogia do rei Henrique.
Nervosa e desconcentrada, Khiera passou a batucar os dedos no encosto do braço, se perguntando por quanto tempo ainda o velho falador ia persistir tagarelando.
— Onde ele esperara chegar com toda essa lenga-lenga? — Khiera murmurou baixinho em direção à Suheila — Ele realmente espera que eu me apaixone por cada cabeça de gado de Moheren?
Suheila apenas franziu o cenho enquanto concordava.
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Depois de alguns minutos incertos de falação desmedida e irritante, Khiera desistiu de suas boas maneiras, afundando o rosto nas mãos enquanto ouvia o livro de sabe-se lá quantas páginas sendo lido no início do Salão.
Foi mais o menos nesse instante, que várias coisas aconteceram em simultâneo.
O Pajem finalmente calou a boca. O silêncio oscilou por alguns segundos. Outro couro barulhento e violento de palmas reverberou por todos os cantos do Salão. Com um cutucão entre as costelas de Khiera a fez pular.
Ela olhou ameaçadoramente para Suheila.
— O que foi?
Então Suheila não mantinha a mínima parcela de interesse no que ela dizia.
Ao contrário disso, seus olhos amendoados se mantinham paralisados a frente. Khiera virou o rosto, seguindo seu olhar, e entendendo de repente o porquê do alvoroço.
A multidão que entrava feito água pelas portas do salão havia se extinguido, e naquele momento, apenas duas figuras solitárias se encontravam paradas na entrada, sendo recebidas pelos aclamados silvos estridentes dos presentes.
Khiera pode sentir seu queixo caindo, se desprendendo do maxilar por v*****e própria.
“Fadinhas malditas... onde estão vocês? ”
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