Emílio
Tenho o maior cartel de Sinaloa, o Santiago já está seguindo os meus paços e se tornando grande no mundo do crime, a mãe dele morreu de câncer quando ele tinha 15 anos, que Deus a tenha a minha eterna Lupita, hoje sou casado com a Laurina, a minha amada Laurina trata o Santiago como se fosse seu filho de verdade.
Paloma
Mais um dia incerto nessa vida que Deus me deu, eu levanto da cama sem saber como é que eu vou por comida na mesa, as minha economias se esgotaram todas e só me resta ir para a praça central pedir esmolas outra vez.
Me levanto da cama e vou até o banheiro, faço as minhas higiênis pessoais e visto uma calça jeans já usada muitas vezes, e uma blusa de manga comprida um pouco rasgada, prendo o meu cabelo em um coque flocho e calço um tênis preto com o solado já descolando.
É o que tenho para usar, vou até o quarto e acordo a minha pequena com beijos.
Tão frágil tão inocente sem saber como o mundo é grande e como a vida pode engolir nós duas uma hora ou outra, ela resmunga um pouco antes de abrir os olhos.
Milena- bom dia mamãe, onde vamos ir hoje?
Paloma- bom dia minha princesinha, vamos até a praça central, você vai com a mamãe.
Milena- vamos até lá pra poder ganhar dinheiro e comprar comida né mãe?
Ela saber a nossa real situação me dói como uma espada atravessando o meu peito, mais ela está ficando esperta não tem mais como esconder ela sabe tudo o que está acontecendo.
Paloma- sim filha vamos pedir, e se Deus quiser vamos conseguir bastante dinheiro hoje, eu tô sentindo que alguma coisa boa vai acontecer.
falei mentindo pra ela e até pra mim mesma.
Milena- está bem mamãe, então vamos logo.
sem demora ela se levantou e eu coloquei uma calça de abrigo rosa, uma blusa e um casaquinho preto já velhinho, uma meia de cada pé e um tênis também surrado e rasgado do lado.
peguei ela pela sua mãozinha pequena e fomos caminhando 6 quarteirões até chegar na praça central.
a Milena já estava cansada de tanto caminhar, sentamos no chão encima de um pedaço de papelão que eu mesma levei e ali ficamos com um pote esperando a boa vontade de estranhos, ficamos em um ponto da praça onde passavam muitas pessoas de todos os tipos.
Algumas pessoas jogavam moedas, e outras umas notas de baixo valor, eu sabia que teria que ficar ali até conseguir o suficiente pra nós duas comer o dia todo.
Marcos
Estou na minha empresa, dentro do meu escritório trabalhando, quando o meu secretário Osmar entra como um furacão dentro da minha sala.
Osmar- senhor Marcos, o senhor tem visita.
ele falou com os olhos arregalados como se estivesse assustado.
Marcos- seja quem for dispense eu estou muito ocupado trabalhando.
falei sem paciência e prestando atenção no que eu estava digitando no meu computador.
Osmar- senhor acredito que seja melhor o senhor receber, devido a quem se trata.
ele falou quase gaguejando.
Marcos- Santa Luzia!!! o que se passa com você Osmar? esta falando de quem homem?
perguntei já cansado dessa insistência dele.
Osmar- É o senhor Emílio Cortez, o senhor pretende recebê-lo?
O Emílio Cortez no meu escritório? isso não é nada bom.
Marcos- o que você está esperando Osmar, mande ele entrar, por que você não me disse logo de quem se tratava sei i*****l?
falei chingando o desgraçado, o Emílio Cortez não é um homem que se pode deixar esperando, ele pode levar isso como ofensa.
Osmar- eu já vou pedir para ele entrar senhor.
Marcos- anda logo.
O Osmar saiu da minha sala apressado e em questão de segundos já voltou com o Emílio Cortez e o seu filho Santiago, o Emílio estava sorrindo com um charuto na boca, o Santiago estava naquela postura de quem mataria um a qualquer momento, sem sorriso sem expressões no rosto, ele tem um olhar frio que me faz arrepiar até a minha alma.
Marcos- a que devo a honra da sua visita Emílio Cortez?
perguntei sorridente me levantando para recebê-lo.