(capítulo...4)

710 Words
Marcos Marcos- até pode ser, mais pra mim tomar parte dessa herança a minha tia Helena que Deus a tenha, ela impôs uma condição nada fácil de se fazer. falei me lembrando da leitura do seu testamento. Osmar- e qual seria? Marcos- ela exige que eu me case com uma moça de origem humilde, só com a certidão de casamento posso retirar parte da minha herança. Osmar- o senhor me desculpa a pergunta senhor Marcos mais que tipo de pessoa exige isso de um sobrinho? Eu tive que rir da forma como ele perguntou. Marcos- A minha tia era como uma mãe pra mim Osmar, ela me criou praticamente a vida inteira quando minha mãe morreu de câncer, a nossa família sempre foi tradicional, exceto a minha tia, ela nunca pode ter filhos e o sonho dela era que eu me casasse com uma mulher boa de coração puro e tivesse muitos filhos, mais eu sempre evitei mexer nesse dinheiro pra não ter que casar com nem uma mulher interesseira. Falei pensando nas últimas palavras dela. ( O amor se encontra onde ninguém pode ver Marcos) Osmar- Acho que se o senhor não quiser morrer nas mãos do Emílio Cortez, é melhor encontrar uma candidata logo para realizar esse casamento, por que o senhor vai precisar desse dinheiro o mais rápido possível. O Osmar tinha razão, se existisse uma chance de eu conseguir essa grana do Emílio, teria que ser através dessa herança, a minha tia era atriz de filmes de Hollywood a herança pode até ultrapassar o valor que eu devo ao Emílio e quanto a noiva eu posso me livrar dela depois com uma anulação de casamento. Marcos- você tem razão Osmar, é exatamente isso que eu vou fazer, realizar esse casamento antes de fechar o mês, recebo a minha herança, pago o Emílio e dispenso a infeliz que se casar comigo, é um plano perfeito. Osmar- é sim senhor Marcos, e o senhor pode contar comigo para o que for necessário. O Osmar sempre foi mais que um funcionário, ele é o meu braço direito Sempre me ajuda no que eu preciso. Marcos- então me diga Osmar onde posso encontrar uma mulher de origem pobre? Osmar veio de baixo ele pode entender mais dessas coisas que eu. Osmar- você diz pobre mesmo ou em situação miserável senhor? Marcos- acho que nesse caso não faz muita diferença. Não estou exigindo nem mesmo beleza, por que eu não pretendo me apaixonar por ela. Osmar- Na praça central de dona guarda Lupe, acredito que lá o senhor encontra mulheres desses dois tipos, as pobres e as miseráveis é só ir até lá e escolher a que li agrada senhor Marcos. Marcos- bom então o que estamos esperando, vamos agora encontrar a minha noiva. Eu não poderia perder tempo considerando que em menos de um mês este casamento tem que sair o mais rápido possível. Osmar- sim senhor. Eu e o Osmar saímos do meu escritório e fomos até o estacionamento pegar o meu carro de luxo, o Osmar foi dirigindo até a praça central de santa guarda Lupe. Quando chegamos lá, ele estacionou o carro em uma vaga ali perto e seguimos caminhando analisando possíveis candidatas. A maioria estava com a aparência deplorável com alguns dentes faltando na boca, o que não fazemos para nós manter vivos, espero que todo esse sacrifício vala a pena. Estou olhando tudo e todos e o Osmar está também, até parou para conversar com algumas moças para saber sobre a suas histórias de vida. Estou caminhando lentamente e ainda procurando pela noiva perfeita até que derrepente eu vejo uma moça jovem que se destaca de todas as outras ali, ela está com roupas velhas e está sentada no chão com uma vasilha de plástico pedindo esmolas, mais a sua beleza é estonteante, mesmo no meio de tanta miséria ela é a mulher mais linda que eu já vi na minha vida. Tenho certeza que com um pouco de grife ela pode facilmente se tornar uma mulher de alta classe, talvez até a noiva perfeita. mas ela não está sozinha, está com uma menina pequena sentada ao seu lado, não sei se é sua filha ou sua irmã, mais eu vou até lá para descobrir.
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