Eu desci da moto sem entender nada. Tinha iluminação, sim. Poste aceso, umas lâmpadas improvisadas espalhadas, mas não tinha ninguém. Silêncio estranho pra favela. Aquela parte eu nunca tinha vindo na real, tinha muita coisa ali que eu ainda não conhecia. O morro é grande demais pra quem chegou agora. — Onde a gente tá? perguntei, olhando em volta. Barone não respondeu de imediato. Desceu da moto com calma, tirou o capacete e, segurou minha mão. Um gesto simples, mas que me deixou meio sem reação. Não puxou com força, só foi andando, como se soubesse exatamente pra onde ir e sabia. Fui seguindo. Subimos um pouco mais, por um caminho estreito, chão batido, até chegar num ponto mais alto. Quando dei o último passo, parei sem perceber. Era… lindo. Dava pra ver o morro inteiro lá de ci

