De noite Mavi: Eu já saí da faculdade com o coração meio acelerado, mesmo tentando fingir que não. A rua tava mais vazia do que eu gostaria, os postes de luz falhando em alguns pontos, e cada sombra parecia maior do que realmente era. Desde o dia do assalto, andar sozinha à noite nunca mais foi a mesma coisa. O corpo vai na frente, mas a cabeça fica em alerta, esperando o pior. Eu andava rápido, bolsa bem presa ao corpo, celular guardado. Cada barulho me fazia tensionar os ombros. A sensação de estar sendo observada não me largava, mesmo eu tentando me convencer de que era só paranoia. Até que ouvi. O barulho de uma moto vindo atrás de mim. Meu estômago gelou na hora. O som foi ficando mais próximo, constante, como se não tivesse pressa, mas também não estivesse só passando. Não tiv

