As mina perceberam que eu não dava bola. Uma fez cara de tédio, a outra tentou mais uma vez, chegando perto demais. — E aí, vai ficar só olhando mesmo? perguntou, com um sorriso forçado. Olhei pra ela só o suficiente pra responder. — Vou. Sem interesse. Ela travou por um segundo, como se não tivesse acostumada a ouvir aquilo. Depois virou o rosto, puxou a amiga pelo braço. — Ah, deixa… murmurou. — Esse aí se acha. Deixei falar. Opinião aqui embaixo vale pouco. Continuei ali, de boa, vendo a galera dançar, beber, rir. O baile fluía. E isso era o que importava. Lugar cheio demais sempre dá margem pra erro, e erro aqui custa caro. Por isso eu fico assim, quieto, olhando tudo. Gomes voltou mais tarde, já sem o mesmo sorriso. — Tá tudo certo. falou baixo. — Nenhum problema. Asse

