CAPÍTULO 4 — O SANTUÁRIO ESQUECIDO
Aurora, Fernanda e Rodrigo viajam a Portugal. Guiados pelas pistas do manuscrito, chegam a uma vila próxima de Sintra. Lá, em meio às ruínas de um antigo convento desativado, encontram o Santuário de Santa Madalena Maciel, uma ancestral quase esquecida.
Nos registros do local, lê-se que Madalena foi acusada de heresia e excomungada pela própria família… após se recusar a cumprir um pacto feito por seu pai com uma poderosa guilda europeia de comerciantes — a Ordem dos Três Olhos, marcada por rituais secretos.
Um monge idoso os recebe e diz:
— A linhagem Maciel sempre esteve dividida entre os que honram o nome… e os que o vendem.
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CAPÍTULO 5 — A VERDADE SOBRE DOM MACIEL
Nos arquivos centrais de Lisboa, Fernanda encontra a certidão de nascimento de Dom Gaspar Maciel. Mas um detalhe choca: ele não era o filho legítimo do fundador da família. Era adotado… e irmão de sangue de uma mulher registrada como desaparecida — Catarina Duarte.
Gabriel, ao ouvir o nome, confirma:
— Catarina era minha trisavó. O sangue que corre em você… corre em mim também.
Aurora se vê entrelaçada a um passado suprimido, e agora entende: Gabriel é seu primo de terceiro grau.
Mas Rodrigo desconfia que Gabriel esconde algo mais.
Ele contrata um investigador. E o que descobrem muda tudo.
Gabriel é herdeiro direto de uma parte da fortuna original dos Maciel… mas seu pai foi assassinado sob circunstâncias estranhas há 20 anos.
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CAPÍTULO 6 — O PACTO SANGRENTO
Em uma cripta escondida sob o antigo castelo dos Maciel, Aurora e Gabriel encontram um cofre lacrado com o selo da Ordem dos Três Olhos.
Dentro, há cartas trocadas entre Dom Gaspar e membros da guilda, provando que a família firmou um pacto ancestral: parte da fortuna dos Maciel foi construída com a proteção silenciosa da Ordem, em troca de sangue e silêncio.
Fernanda encontra algo ainda mais perturbador:
um registro de sacrifício simbólico. Uma criança levada todo século para “selar o legado”.
Aurora, em choque, sussurra:
— Será que… meu sequestro… foi parte disso?
Gabriel desvia o olhar.
— Talvez o pacto nunca tenha sido quebrado.
CAPÍTULO 7 — A HERDEIRA MARCADA
De volta a Londres, Aurora começa a notar eventos estranhos ao redor de Paula Isabella: objetos mudados de lugar, vultos em imagens das câmeras do berçário, e um símbolo antigo — os Três Olhos — gravado a faca no jardim da casa.
Fernanda encontra nos arquivos da Interpol uma referência: membros da antiga Ordem ainda estão ativos, infiltrados em empresas e fundações de elite.
Enquanto isso, Gabriel revela sua verdadeira intenção:
— Eu não quero seu império, Aurora. Eu quero libertar nossa linhagem desse fardo. Mas para isso… você precisa quebrar o ciclo.
— Como? — ela pergunta.
— Recusando a próxima entrega. Recusando… o que fizeram com você.
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CAPÍTULO 8 — O LIVRO DE MADALENA
Camilla, durante uma curadoria de moda histórica, encontra um caderno bordado entre roupas de época pertencentes à fundadora da família: Madalena Maciel.
Trata-se de um diário antigo, onde Madalena revela que o pacto não era apenas financeiro: envolvia “preservar uma linhagem de mulheres com dons criativos, em troca da obediência a um ritual que ninguém ousava questionar.”
Ela tentou fugir com sua filha… mas nunca foi vista novamente.
Rodrigo, alarmado, reúne especialistas em ocultismo histórico. Um deles afirma:
— Se Aurora quebrar esse ciclo, a Ordem reagirá. E eles não perdem.
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CAPÍTULO 9 — ESCOLHA DE SANGUE
Aurora recebe uma carta anônima com uma advertência:
"O que foi dado, será cobrado. A cada geração. Escolha entre seu trono… ou seu sangue."
Numa noite de chuva, Paula Isabella desaparece do berço.
Desesperada, Aurora corre ao antigo casarão Maciel, onde a Ordem já se reuniu no passado.
Lá, encontra Gabriel, que também recebeu um bilhete. Juntos, desvendam um corredor secreto.
E no fim dele, encontram a criança… dormindo em uma cama de seda vermelha, cercada por símbolos ancestrais.
Gabriel se aproxima:
— Eles nos testaram. Mas ainda não venceram.
Aurora pega a filha nos braços e declara:
— Que a linhagem Maciel seja agora feita de liberdade… não de medo.
Mas nas sombras, uma mulher observa tudo. Não é Mariana.
É Vera Antunes, nova Alta Guardiã da Ordem.
E ela sorri.
— A verdadeira herdeira… acaba de se posicionar.
CAPÍTULO 10 — A VOZ DA ORDEM
Aurora é convocada para um encontro secreto em Viena. Rodrigo é contra, mas ela decide ir com Gabriel, determinada a confrontar a verdade.
No local, um palácio subterrâneo preservado desde o século XIX, ela é recebida por Vera Antunes, a nova Alta Guardiã.
— Você quebrou a corrente, Aurora. Mas todo ciclo, quando rompido, sangra.
Vera mostra um dossiê: registros, fotos e filmagens do sequestro de Aurora… todas com carimbo da antiga Ordem. Entre os papéis, uma lista de crianças “escolhidas” em gerações passadas.
— Sua mãe tentou poupá-la. Mas não sabia que você… era a peça-chave.
Aurora, firme:
— Eu não sou propriedade de vocês. Nem minha filha será.
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CAPÍTULO 11 — O RITO FINAL
Gabriel revela a Aurora que, no testamento do pai, havia uma última cláusula:
"A herdeira que quebrar o pacto será caçada. Mas se oferecer algo maior — arte, legado, amor — poderá encerrar o ciclo para sempre."
Com isso, Aurora toma uma decisão ousada: realiza o maior desfile da história da Casa Maciel, com peças inspiradas nas mulheres esquecidas da família — Madalena, Catarina, Clara, Paula.
Milhões assistem ao evento ao vivo. No final, Aurora entra na passarela com Paula Isabella no colo, e declara ao mundo:
— Esta é minha filha. O futuro da Maciel. Nenhuma herança precisa ser comprada com medo. E a nossa… nunca mais será.
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CAPÍTULO 12 — A HERDEIRA LIVRE
Vera aparece no camarim após o desfile.
— Você expôs tudo. Nos forçou a sair das sombras.
— Não. Eu tirei vocês de trás do espelho. Agora o mundo sabe quem são.
Vera hesita, observa Paula Isabella dormindo. E então diz:
— Talvez… seja hora de deixarmos o mundo seguir. O pacto termina aqui.
Dias depois, a Ordem dos Três Olhos é dissolvida por pressão pública e jurídica. Gabriel abre uma fundação para apoiar vítimas de heranças históricas e traumas intergeracionais.
Fernanda, agora mãe, publica um livro: “O Nome que Me Roubaram”.
Rodrigo beija Aurora no terraço da nova sede da Maciel:
— Você salvou mais do que sua filha. Salvou séculos de silêncio.
Aurora, olhando a lua:
— E agora… estamos livres.
EPÍLOGO — A ÚLTIMA PORTA
Anos se passaram.
Aurora Maciel, agora nos seus quarenta anos, comanda a Casa Maciel Global como uma potência não só da moda, mas da arte, cultura e educação. Ao seu lado, Rodrigo, fiel companheiro e pai presente.
Fernanda, consagrada como escritora e defensora de direitos infantis, comanda uma ONG com Raquel, que se tornou psicóloga referência em traumas familiares.
Camilla, à frente da Fundação Maciel, expande programas sociais em vários continentes.
Mas hoje, o centro do mundo Maciel é Paula Isabella, com 15 anos, artista nata e carismática — neta de Paula, filha de Aurora, e bisneta de um império forjado em lágrimas e redenção.
No último cômodo reformado do casarão Maciel, Paula encontra uma porta escondida entre as prateleiras da biblioteca. Dentro, apenas um espelho antigo, uma pulseira vermelha com três pequenas pedras e um bilhete em letras quase apagadas:
"Toda linhagem recomeça. Toda escolha deixa rastros. A verdadeira herança… ainda está por vir."
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QUARTA TEMPORADA — A HERDEIRA: Espelho de Sangue
Sinopse:
Paula Isabella Maciel, jovem prodígio da arte e descendente da herança que quase destruiu sua família, começa a questionar o que realmente restou da antiga Ordem.
Quando um grupo anônimo começa a recriar os símbolos esquecidos dos Três Olhos nas redes sociais e em obras públicas, ela se vê entre o dever de proteger o legado da mãe — e o chamado misterioso de vozes que falam diretamente com seu dom criativo.
E se o espelho que sua mãe fechou… ainda tiver uma f***a?
E se o sangue Maciel... ainda chamar por respostas?