CAPÍTULO 44

1448 Words
—Sim, claro. — Respondi, olhei em volta, não havia ninguém por perto, mas percebi que Chances estava nos observando enquanto colocava luvas de boxe. Engoli em seco e olhei novamente nos olhos claros de Cleber. —O que está acontecendo? —Eu pedi. Ele analisou meu rosto, seus olhos se estreitando. — Sinto que nos distanciamos, Dominique — ele deixou escapar, parecendo querer controlar o tom alto da voz —, droga, e quando nos vemos, você diz: vamos tirar um tempo — o rosto dele estava ficando cada vez mais vermelho —, e eu posso entender, mas, vejo você com o Capitão Chances.. Meus olhos teriam mostrado o quanto todo o meu ser amava Daniel Chances? Engoli pesadamente. —O que há de errado com ele? — Murmurei, arriscando perguntar, só para ver se ele tinha notado. — Ele olha para você, Dominique — ele deixou escapar —, ele olha para você mais do que o necessário e isso eu não gosto. Acho que foi a primeira vez que vi ciúmes reais em Cleber, nunca o vi desconfiado, mas não era como se houvesse alguém antes que pudesse superá-lo, ou... que ousasse roubar minha atenção como o Capitão Chances fez. Sim, acho que fui muito óbvio. — Achei que você gostasse dele. — Comentei tentando acalmá-lo de alguma forma. — Eu gosto dele — mas não quando ele olha para você como ele faz. — Como você faz isso? — Perguntei, olhando para ele com leve inocência, como se não tivesse ouvido falar de seu olhar escurecido e de seu sorriso lento e cheio de maldade. — Como se... não sei, você pertence a ele, mesmo quando ele está com a namorada, ele não olha para ela desse jeito. Lambi meus lábios e murmurei: — Escute, você precisa se acalmar, dessa vez é para nos distanciarmos um pouco, eles podem nos rebaixar ou nos tirar do exército se souberem que tivemos um relacionamento — eu analisei a reação deles —, agir com esse ciúme é a pior coisa que você pode fazer agora que o Capitão Loures está com o olhar fixo em nós. Ele engoliu pesadamente e soltou um suspiro que parecia revisitar. — Sim — ele murmurou —, acho que estou exagerando. — Você não está exagerando — eu assegurei —, mas você tem que entender o que significa nos dar algum tempo. Eu não queria dizer a ele que estava com o Capitão Chances, não queria destruí-lo e deixá-lo saber que o troquei por ele, não queria machucá-lo, mas também não queria continuar nisso. Cleber aprofundou o olhar no meu, parecia um pouco nervoso quando perguntou: — Você ainda me ama? Parei de respirar e respondi com o coração na mão: —Claro, e eu te aprecio, é por isso que é melhor... nos dar esse espaço. Eu não menti em minhas palavras, eu o amava, talvez menos do que ele me amava, no entanto, eu não podia desacreditá-lo, ele era um bom homem que não merecia alguém como eu; meus sentimentos pelo meu antigo amante me cegaram completamente. Ele não queria mais ninguém além de Chances. — Ok — Cleber disse um pouco mais aliviado —, você está certo. Franzi os lábios e dei-lhe um tapinha nas costas, sentindo-me péssimo por novamente não lhe contar as coisas diretamente, mas usar aquela desculpa do Capitão Loures, mas não queria machucá-lo. Fui até onde Catarina estava quando a vi chegar com Augusto, tentando clarear minha mente. Droga, senti que ia desmaiar. Daniel Chances. Quando vi que Dominique terminou de falar com Cleber, comecei a praticar com o saco de pancadas. Cleber veio colocar luvas e soltou um suspiro. Eu não conseguia ficar calmo. —Tudo em ordem, Coronel Ceber? —Perguntei— Acho que ouvi você discutindo com Dominique. Ele olhou para mim começando a praticar com seu saco de pancadas, mas de repente parou e olhou para mim para dizer: — Você gosta da Dominique, Capitão Chances? Olhei para ele, realmente não esperava essa pergunta, sua aparência era idêntica à do meu cachorro Ares quando ele tinha medo de que eu não lhe desse o biscoito depois de seguir um pedido. Imaginei que ele sentia uma certa familiaridade comigo porque permiti que ele falasse comigo sobre o relacionamento deles. — Claro, somos velhos amantes há mais de 2 anos, para ser exato —Eu deixei escapar honestamente, mas talvez ele tenha visto isso como sarcasmo e sorrido um pouco. — Desculpe capitão — ele suspirou e começou a bater no saco de pancadas—, é difícil para mim fingir que terminamos. Olhei para ele com interesse. — Falso? —Repeti— Achei que eles já tinham feito isso e, para ser sincero, no meio de uma guerra é o melhor. Aparentemente Cleber ainda não entendia que o que aconteceu entre ele e Dominique já era coisa do passado e que agora pertencia a mim. — Não é assim. — Cleber disse—, prefiro lutar com ela na guerra e perdê-la do que perdê-la e nunca tê-la como minha. Fiquei de queixo caído ao ouvir que pertencia a ele, o que me deixou extremamente irritado. —Talvez nunca tenha sido seu. —Eu deixei escapar, meu tom áspero nem pareceu notar, como se eu precisasse descarregar em alguém e ele tivesse me escolhido para fazer isso. —Os olhos não mentem —disse Cleber —, tem havido muita distância ultimamente, mas não vou deixar escapar, muito menos me separar dela. Parei por um momento para recuperar o fôlego e limpei o suor da testa com o antebraço. —Então o que você planeja fazer? —Eu deixei escapar. Ele também parou e sorriu para dizer: — O anel chegou esta manhã, vou pedi-la em casamento. Algo dentro do meu peito se apertou e a veia da minha testa começou a brotar, voltei para o saco de pancadas para não ser tão óbvio enquanto continuava a extrair informações dele. — Quando você vai perguntar a ele? —perguntou. —Assim que possível —ele garantiu—, tenho certeza que ela aceitará, sei que ela me ama e a essa distância pelas regras do Centro D.E. A elas só nos fortalecerão, uma vez casados seremos aceitos e não teremos restrições. Apertei o maxilar e bati no saco com tanta força que ele pulou mais alto do que deveria. — Ele te disse que te ama? —Respondi um pouco irritado. — Claro, milhares de vezes. —respondido— Não tenho dúvidas sobre isso. Ele continuou boxeando e eu acabei tirando minhas luvas. Quantas vezes ele me disse que me amava? Só me lembro de uma vez que ela disse que estava bêbada. Ela realmente o amava? eu poderia amá-lo mais do que a mim? Ele nunca me tinha dito. Isso significava que as esperanças de Cleber eram verdadeiras e que se ele se dedicasse a isso ela aceitaria? Pensar nisso fez minha cabeça doer cada vez mais. Fui procurar Dominique. . Dominique Bem. Quando eu estava indo para onde Catarina estava, parei para encher meu recipiente com água e naquele exato momento conheci Lais, amiga de Isa, foi incrível como consegui desgostar mais dela do que da própria namorada do capitão, porque ela era mais meticulosa, mais prejudicial. Ele sorriu hipocritamente para mim e murmurou: — Uau, mas aqui está poliamoroso mentiroso. — Não mexa comigo —eu o avisei—, você está em perigo na corda bamba e está a apenas um passo de ser expulso daqui Centro D. E. A. Ela manteve o sorriso e deu um passo em minha direção, com o olhar fixo no meu. — Vou te contar uma coisa comandante de merda, Não tenho medo de ti, posso dizer-te porquê? Porque não importa o quanto isso te machuque, o Capitão Chances ama Isa e, portanto, estamos sob sua proteção, ou você não viu como ele nos defendeu na reunião? Por mais que eu odiasse admitir, vi que o Capitão Chances não perdeu a paciência com ela nem os removeu sem cerimônia da missão, como teria feito se fosse outra pessoa. Mas eu não ia admitir. — Eu só vi a vergonha que o fizeram passar. —Eu deixei escapar. — Vergonha que só ficará clara quando ele encontrar evidências suficientes para expor você e derrubá-lo —ele manteve seu sorriso cínico—, a cadelas elas não são nada sobre o capitão antes de Isa, ele nem te ama, ou por que ele ainda está com ela? —deu mais um passo em minha direção— desculpe se eu quebro seu miserável coração. Prostituta. ‍ ‍
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