Quando Albucays e Mousé chegaram ao clube, as luzes estavam apagadas. O salão parecia respirar escuridão. Apenas algumas lanternas iluminavam rostos sérios. Estavam ali: Salomão, Petrhus, Gino, Joy, Ramiro, Otelo, Mostafa, e no centro, cercado como um réu em um tribunal clandestino, Hugo, o motociclista de trinta e seis anos, irmão de patch antigo e respeitado — mas agora, acusado. Salomão tinha um machado na mão, sem camisa, com o cigarro aceso entre os dentes e o olhar de quem não aceitaria meia verdade: — Tire a roupa, Hugo. Hugo ergueu o rosto.. — Presley, me deixe de calça, não me faça ficar nu na frente dos homens. — É um julgamento. — Salomão afirmou, sem alterar o tom. — E eu não vou aliviar pra você. Dependendo da decisão… você morre aqui. — Me conhece pres, e não faria is

