Nunca é um adeus

4904 Words

Mar do mediterrâneo, 04 de novembro. Acordei suando frio e sentindo mil arrepios percorrerem meu corpo. Pensei em levantar da cama, mas estava cercada por uma água escura. Apenas toquei a ponta dos pés e senti que seria puxada se tentasse sair do lugar. Senti-me assim por todos esses anos Fernanda. Estava paralisada. Com medo de ser puxada para essa água escura ao dar um passo em direção ao desconhecido. O amor é algo que vejo com essa estranheza. O suor frio e os arrepios me tomam apenas de pensar nele. É terrível admitir, mas sinto medo de ser puxada e levada a navegar em um oceano profundo. Porque é assim que suponho ser o seu amor, um oceano que não é para qualquer um navegar. Como posso olhar pra você depois de tanto tempo? Estou me esforçando para pensar em uma forma de iniciarmo

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