Mateus O cheiro de pólvora e a tensão no ar já eram familiares, mas hoje o clima era diferente. Não era uma disputa de território habitual, um acerto de contas qualquer. Era uma caçada. E a presa era o maldito do Tubarão. Enquanto o problema estava só entre ele e Galvão, por mais que também me envolvesse, o sentimento não era o mesmo. Era mais fácil de lidar. Mas, os homens a mando de Tubarão tinham cruzado a linha, e em minha vida, quem ousasse ameaçar a minha Flor pagava o dobro. Passando o inicio da semana preparando tudo. Nos cercando de todos os lados possíveis. Essa tinha que ser uma missão sem falhas. A viela principal estava um formigueiro de homens. Não eram apenas os meus, os "crias" que me respeitavam e me seguiam sem questionar. Os homens de Galvão também estavam lá.

