Sebastian O motor do carro ainda roncava no silêncio da garagem quando desliguei. O cheiro de gasolina, ferro e pólvora parecia grudado em mim, como a lembrança do grito do informante que deixei para trás. Subi as escadas da mansão em passos lentos, já me preparando para encontrar Ane dormindo. Ela tinha o dom de me desarmar, mesmo sem perceber. Mas quando empurrei a porta do meu escritório, o que vi fez meu sangue ferver de outro jeito. Ela estava lá. Sentada na minha cadeira de couro, perna cruzada, com uma das camisas brancas que eu havia deixado largada no quarto. A camisa m*l cobria a pele nua por baixo. Na mesa, espalhados, estavam alguns dos meus documentos, mapas, contratos, registros de casas de jogos. Ela ergueu os olhos para mim, um sorriso lento e provocador nos lábios. —
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