Ane O carro já nos esperava na entrada principal da mansão, imponente e silencioso como um presságio. Vittoria apareceu ao meu lado como uma sombra elegante, vestida num longo preto de tecido fluido e brilho sutil que reluzia sob a luz amarelada dos postes. A maquiagem dela era impecável, quase intimidadora. Por um instante, tive certeza de que ela pertencia àquele mundo — e que eu era só uma visitante perdida, prestes a entrar em território inimigo. Entramos no carro em silêncio. O couro do banco estava frio contra minha pele exposta pelas fendas do vestido vinho que Sebastian havia escolhido. Tudo em mim gritava alerta. Mas eu permaneci quieta. Observando pela janela, como se a cidade tivesse virado cenário de um espetáculo em que eu era apenas a peça sacrificável. — Você sabe mesmo

