Rubi Dor que não passa nem dormindo A primeira coisa que senti foi o cheiro. Cheiro de hospital. De álcool. De limpeza forçada. De dor disfarçada. Tentei abrir os olhos, mas a luz branca me fez recuar. Pisquei algumas vezes até conseguir manter as pálpebras abertas. Tudo parecia meio embaçado, confuso, como se o mundo tivesse sido mergulhado numa neblina. — Rubi? — uma voz doce chamou, apertando minha mão. — Você tá me ouvindo? Virei o rosto devagar. Vanessa. Sentada do lado da cama, com os olhos vermelhos e o rosto preocupado. — Vane... — sussurrei, a garganta seca, doendo. — O que... aconteceu? Ela segurou minha mão com força, os olhos marejando. — Você tá no hospital, amiga... foi o Tuka. Ele... ele te machucou feio, mas já passou, tá? Agora você tá segura. Meus olhos ench

