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Rei A Dor Queima Mais Que Bala O gosto de sangue ainda tava na minha boca. Não era meu. Era dela. Da Rubi. Da mulher que me virou do avesso. Meus braços tremiam, sujos do sangue dela. Eu corria como um maluco, a rua se embaralhava nos meus olhos, e o mundo parecia estar desabando em cima de mim. — Fica comigo, Rubi... não fecha os olhos, p***a! — sussurrei, desesperado. O corpo dela tava mole, sem reação, o rosto marcado com hematomas, os olhos semiabertos, mas sem foco. — A gente ainda tem muita coisa pra viver, caralho... tu não vai me deixar agora! — gritei, atravessando a rua e chutando a porta do hospital. — SOCORRO! ALGUÉM AJUDA! — berrei, já entrando com ela nos braços. Enfermeiros vieram correndo. — Ela tá m*l! Foi agredida! TÁ GRÁVIDA! — menti sem pensar duas vezes.

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