Capítulo 2

1078 Words
Ele deu risada, disse que ia levar ela pra sair no dia seguinte, só como amigos. Conversaram mais um pouco sem falar de s.e.x.o, marcaram de se encontrar depois do almoço no dia seguinte. Ele garantiu que faria uma surpresa, algo que ela nunca fez e nem era besteira, mas talvez perigoso. Os dois voltaram pra junto dos outros, começaram a conversar com o Tato sobre motos. O Noah estava olhando de longe, encarando muito. Quando a Rebeca viu ele, falou para o Tato que queria ir embora. Ele também já queria ir, disse que ficou bolado de encontrar o Levi. O Pablo chamou o motorista pra eles e tentou roubar um beijo na despedida. Ela disse séria que não estava mais interessada e que, se ele continuasse, nem amigos seriam. Ao chegarem na casa da Kim, foram fumar mac onha no quintal, perto da piscina. Rebeca tirou os sapatos e deitou no chão, ainda com a roupa de festa. O Tato ficou deitado também, olhando o céu, comentou com ela que estava chateado por causa do Levi. Ela falou irônica: — Aí, que triste, os dois querem se pegar e o que impede? Se você quer, eu lavo as minhas mãos. Não quero mais a amizade dele, e de ninguém. São muito mentirosos! Ele disse pensativo: — O Ramon está muito a fim de você e esse anel, será que foi um pedido de casamento? Namoro? O que ele disse quando te deu? Ela falou rindo: — Cara, eu tô ficando muito chapada, tá vendo aquelas estrelas ali? Mais pra direita? Não parece uma mulher grávida? Ele disse que talvez, a gostosa da Kim, a rainha do Nilo. O Tato sempre elogiava a Kim para a Rebeca. Ela falou séria, revirando os olhos: — O que ela tem de bonita, tem de r**m. Você sabia que pessoas bonitas demais saem impunes mais vezes? Das maldades que fazem? — O Ramon é um deles, porque só faz m.e.r.d.a e eu me sinto péssima, mas aí eu lembro do quanto ele é gostoso e eu quero logo dar. E o Pablo, aquela bocaaaaa, e as coisas que ele fala, o beijo dele é tipo muito, muito bom! Eles começaram a rir. O Tato falou: — O quê? Vocês realmente se pegam? Você precisa me contar melhor as coisas, v.a.d.i.a! Até eu ia querer dar pra um homem daqueles, o Ramon, claro, porque o Pablo, não sei, tem alguma coisa que eu não gosto nele. Ela falou curiosa: — Como é? O s.e.x.o de vocês, homens com homens? Ele disse que era muito de curtir o que vinha antes, os beijos, a pegação, o s.e.x.o oral e depois a p.e.n.e.t.r.a.ç.ã.o a.n.a.l, e que ele só gostava de homem que gostava de dar e comer também. Ela perguntou como se sabia que estava chupando bem. Ele falou: — Você nunca pagou um b.o.q.u.e.t.e pra ninguém? Chupeta? P.u.n.h.e.t.a? Com quinze eu já tinha perdido a conta e eu pegava muita mulher também! Ela disse frustrada: — Nãoooooo, eu não sei fazer essas coisas, não faz nem um ano que perdi a virg.indade e dá pra contar nos dedos de uma mão quantas vezes fiz algo. Sei lá, a primeira vez conta? — Com o Neto umas três vezes, uma com o Bento, traumática, horrível, e outra com o Ramon. Como que conta? Os dias, ou a pessoa, ou quantas vezes com cada pessoa? Tô confusa! Eles estavam rindo muito, falando um pouco alto, e a Kim ouvindo tudo escondida da varanda. O Tato falou: — Você pegou o Bento? Cara, por que acha que a Cacá ficou no meu pé? Ele era meio vir.gem, sei lá, ela queria me dar todo dia, não quero falar disso. A Rebeca respondeu, se levantando pra tirar o vestido: — Não vamos falar de coisas ruins. O que é ménage? Você já fez isso? Como é? Ela entrou na piscina de calcinha e sutiã. Ele falou: — Ahhhh, é tipo três pessoas, o Levi, eu, a Julie. Falando assim parece bem constrangedor, olha só, vou simplificar, mulheres têm dois lugares pra fazer e homem um, e a boca, poxa, mulher tem três, sortudas. A gente chupa, se toca e dá pra fazer DP! Ela ficou quieta, prestando atenção, levantou os ombros, tipo "não sei". Ele foi sentar mais perto e continuou falando: — Dupla penetração, você é muito devagar, vai no Google, eu não vou te ensinar o ABC da p.u.t.a.r.i.a! Ela começou a rir, disse que não estava entendendo nada mesmo. Ele comentou: — Você devia ter ido aquele dia para a nossa festinha, a Lara e a Julie ficaram com aquele cara, o Ken do terno branco, casado com a Barbie grávida. Acho que a Julie queria me fazer ciúmes, sinto tanto a falta dela! A Rebeca falou com espanto: — Pera, a Lara e o Armando? Ele disse que queria voltar no tempo e namorar a praga da Julie, que faria qualquer coisa pra ter ela de volta. Os dois estavam chapados. A Rebeca saiu da água, falou, deitando na beirada da piscina: — Tá bom, eu também sinto falta dela e você foi um pouco b.a.b.a.c.a, mas você é homem, nem me surpreende. A Lara saiu com o Armando? Você viu? Ele disse sério: — Eu ouvi, de longe, a Julie que viu e participou, acho que eu não devia estar te contando isso. Deleta da sua memória de menina inocente! — A Lara chupou a Julie, enquanto dava pro Ken. Ela respondeu perplexa: — Eu não gosto dele, as coisas que ele me fala quando não tem ninguém perto, é noj.ento, intimidador. Eu tenho aversão a ele! Sabe quando eu fiquei muito louca e quase me afoguei? Todo mundo acha que eu usei as d.r.o.g.a.s que você me arrumou. Ele falou surpreso: — Eu não te dei nada nunca, não sozinha, você disse isso pra eles? Agora entendi por que o Levi falou que não era pra ficar te chamando pra usar nada. Ela respondeu rindo: — Não, seu bobo, até crianças de cinco anos sabem que não se pode dedurar. Eu nunca disse e ninguém me perguntou, eles acharam mais fácil só me culpar. — O Armando me deu um comprimido, eu nem sei o que era, disse que eu ia ficar relaxada, ele estava fazendo os drinks e deu escondido. Pelo que entendi, o médico disse que eu usei muito, vários comprimidos, sei lá, mas eu só tomei um!
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