que aquele homem não é confiável, todo mundo sabe como Carioca surta toda vez que escuta falar da filha e da Brenda, estou achando que estão fazendo isso, para fazer ele enlouquecer – ela suspira – eu preciso ir, eu passos mais tarde para ver ele.
Eu assinto com a cabeça.
O que eu vou fazer?
Capítulo 52
Carioca narrando
Eu olho o relógio e era mais de 22h da noite, eu desço as escadas e sinto cheiro de comida, vou direto para cozinha e encontro Perpetua jantando.
— Eu não quis te acordar – ela fala
Eu não falo nada, apenas vou em direção ao armário e pego um prato e me sirvo e me sento para comer, estava morto de fome e com uma dor de cabeça dos infernos, eu olho para o pescoço de Perpetua e vejo que ele está roxo.
— Foi m*l – eu falo e ela me encara – por ter te machucado.
— Você está melhor?
— Porque está preocupado comigo?
— As pessoas normais se preocupam com as outras e eu também não quero seu m*l Carioca, eu estou dentro da sua casa e do seu morro, protegida de voltar para cadeia, você me tirou daquele inferno, então – eu corto ela
— Está me tratando bem por interesse?
— Também – ela responde e ela serve o copo de suco e me entrega e eu olho o copo – Eu não envenenei, não sou capaz de m***r ninguém.
Eu pego o suco e tomo um pouco, ela continua comendo e eu também.
Eu olho para ela e fico reparando nela e lembro do que tinha conversado com Medeiros mais cedo,
— Eu aceito a sua proposta.
— Proposta? – ela fala
— A gente usa você para atrair o Kaique e você pega as suas filhas e eu o mato.
— E depois eu estou livre?
— VocÊ está livre – eu respondo para ela – livre para viver onde você quiser com as suas filhas.
— E minha ficha na policia? – ela pergunta
— Tenorio dar um jeito para nós – eu paro de comer e a encaro.
— E quanto tempo demoraria isso?
— 30 a 60 dias, o tempo mínimo para chegar meu armamento pesado , estou com pouca munição.
— E você me deixaria viva até esses 60 dias? – ela pergunta e eu abro um sorriso de canto para ela.
— Estamos fazendo um acordo, não é mesmo? Quando eu dou a minha palavra Perpetua, eu cumpro ela – eu respondo e ela me encara.
Ela parecia pensativa e fica em silêncio, os pensamentos dela pareciam voar e ela larga os talheres sobre o prato, ela tremia toda.
— O que foi? Achei que você queria o acordo? – ela me encara
— É que eu estava pensando em mais cedo
– ela fala
— Esquece mais cedo – eu respondo para ela – eu não vou mais me drogar, eu também não quero falar mais naquela pessoa e nem mesmo em Vitoria, essa história toda me faz m*l.
— Eu sinto muito de verdade – ela fala
— Eu não preciso da pena de ninguém – eu falo me levantando e ela se levanta também e para na minha frente.
— Estão todos preocupado com você – ela fala – você tem pessoas que gosta de você aqui dentro Carioca, sua tia, seu primo , seus amigos.
— Você não é minha mãe Perpetua para me dar lição de moral.
— Não quero te dar lição de moral, estou apenas falando a verdade – ela fala
Ela se aproxima em passos lentos até onde eu estou e para na minha frente, ela fica na ponta dos pés e aproxima seu rosto do meu, eu a encaro estreitando os meus olhos para ela e ela me encara também mordendo lentamente os lábios da sua boca, ela aproxima os lábios da sua boca nos meus e a gente começa a se beijar lentamente. Ela entrelaça as suas mãos no meu pescoço e eu puxo seu corpo para perto do meu, passando uma das minhas mãos pelas suas costas e descendo lentamente pela sua b***a e a outra mão pelos seus cabelos, o nosso beijo fica mais intenso.
— Carioca – A voz de Ursula soa e eu me afasto de Perpetua – Então, você realmente está com essa garota?
— Ah não – eu falo passando a mão pelos cabelos.
— Ah não digo eu – Ursula fala – como pode você ficar com ela?
— A gente não tem mais nada Ursula, mais nada – eu falo – vaza daqui garota.
— Eu amo você Carioca – Perpetua me encara
— Vaza daqui, antes que eu mande m***r você – Ursula me encara e eu vou para cima dela com a a**a na mão e ela sai de dentro da casa rapidamente.
Eu me viro para Perpetua e Perpetua me encara.
— Eu tenho que ir – eu falo para ela
— Claro – ela responde
— Depois a gente conversa.
— Ta bom, se cuida – ela fala – vê se você sabe.
— Pode deixar – eu respondo para ela.
Eu saio de dentro da casa pensando ne que m***a foi esse beijo tão intenso e calmo dessa forma.