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Nosso Recomeço

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Blurb

Alana vive presa a um casamento marcado por violência psicológica, discussões constantes e um ambiente sufocante. Casada com Thiago, conhecido como Coringa, um traficante temido, ela tenta encontrar forças para proteger os dois filhos em meio ao caos que se tornou sua própria casa. A cada dia, sobreviver parece ser sua única opção, enquanto a esperança de dias melhores se torna cada vez mais distante.

Do outro lado dessa história está Thiago, um homem consumido pelo remorso, pelo ódio e pelo rancor. Depois de acreditar na mentira de que os dois filhos que sempre sonhou em ter não eram seus, ele passou a descontar toda a sua revolta em Alana, transformando a vida da esposa em um verdadeiro pesadelo.O que Coringa não imagina é que foi vítima de uma c***l manipulação.

Ao acreditar na mentira que destruiu sua família, ele não apenas machucou a mulher que um dia amou, mas também feriu aqueles que mais precisava proteger: seus próprios filhos. Quando a verdade começar a vir à tona, ele precisará enfrentar as consequências de suas escolhas e descobrir se ainda existe tempo para reconstruir o que o ódio quase destruiu.

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001
Alana | Lana 🌻 __ come filho, você precisa comer pelo menos um pouco - falei tentando fazer o Luan comer alguma coisa. Ele tampou a boca. __ não mamãe, eu quelo ir para casa da minha vovó. - falou todo choroso, sei como é difícil ter que viver nessa casa, no pé de guerra que existe aqui dentro, se pra mim o clima fica pesado, imagina pra ele. __ você tem que comer primeiro meu amor. - falei tentando tapiar ele, impossível levar ele pra casa dos meus pais agora a noite, já ia dar quase oito da noite, ouvir a porta bater e ele se encolher na cadeira. Odeio isso, odeio ver meus filhos ter medo do próprio pai. __ tudo bem, depois você janta então, pode subir para seu quarto. - falei tentando manter a calma, coisa impossível quando Thiago está em casa. __ tudo bem um c*****o, vai comer tudo, só saí da mesa quando comer e se começar o chororô vai apanhar pra chorar de verdade - chegou falando fazendo o Luan comer. __ Thiago... - tentei falar mas ele me interrompeu. __ cala a p***a da boca Alana, passo o dia todo fazendo corre nessa favela pra manter a casa, e tu botando manha no garoto, sabe quantas crianças dariam tudo por um prato de comida? E tu deixando teu filho fazer desperdiço, namoral, vou tomar um banho pra tirar o estresse de mim, coloca minha comida que eu já desço. - falou deixando o ar pesado como sempre e saiu. Olhei para o Luan que já tinha comido tudo. __ um dia eu mato ele mamãe e ai vamos ser livles, eu plometo - falou todo embolado me fazendo chorar. __ você não pode ser igual a ele meu filho, agora vai escovar os dentes e me espera lá no seu quarto. - falo tentando segurar o choro e ele confirma com a cabeça fazendo o que eu mandei. Enxuguei as lágrimas e fui colocar a comida do babaca. Bem que eu poderia envenenar, mas sou muito b***a para isso. Meu relacionamento com o Thiago começou quando eu tinha meus 17 anos. Nascida e criada na rocinha. Sempre fui louquinha por ele, mas ele não dava uma atenção. Até que eu fui em um baile com a minha prima e ele bateu os olhos em mim e não largou mais...com meus dezoito sair de casa, meus pais até que tentaram brecar, mas eu já estava de maior, já mandava no meu próprio nariz, ao menos era o que eu achava, toda imatura, não quis ouvir meus pais. Com meus 20 anos tive meu neném, foi tudo tão bom mas ai quando ele fez 1 ano começou o inferno. Eu não entendia e não entendo até hoje, o porque dele tratar tão m*l nosso filho. __ tá chorando por quê Alana? - ouço a voz dele na porta da cozinha. Neguei com a cabeça. __ não é nada, tua comida ta ai - tentei passar por ele, mas ele segurou meu braço. __ coloca eles pra dormir e vai para o quarto hoje você dorme comigo. - mandou, até porque ele não pedi, ele manda. Neguei já chorando. __ para de chorar p***a - falou firme - sai da minha frente antes que eu surte contigo, namoral. - falou me soltando e eu nem esperei mais nada, só sair da cozinha, me odiando por ser tão frágil assim na frente dele. Subir as escadas e fui em direção ao quarto dos meus bebês, quando cheguei na porta suspirei quando vi os dois na caminha deles que eu fiz questão de comprar uma só para os dois nunca se sentirem sozinhos, olhei eles dormindo agarrados e sorrir com lágrimas nos olhos, é f**a ver que por imaturidade minha, eles precisam passar por tudo que passam no dia a dia. Entro no quarto indo até eles, cubro os dois com o cobertor vendo Clarinha se aninhar no irmão que resmunga abrindo os olhos. __ você não vai dormir aqui com nós, mamãe? - pergunta baixinho e eu n**o com a cabeça. __ hoje não amor, mas mamãe vai estar aqui do lado, qualquer coisa você chama tá? - falo e ele confirma com a cabeça voltando a fechar os olhos e agarrar a irmã. - mamãe ama vocês. - falei por último beijando os dois, desliguei a luz do quarto deixando só o abajur pequeno ao lado da cama ligado e sair escorando a porta. O outro ainda tava lá pela cozinha, então fui tomar meu banho e deitar, orando pra pegar no sono antes dele subir para o quarto.

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