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1042 Words
Thiago | Coringa 🔥 - Rocinha 🌛 ___ Bora Alana p***a. - falei alto pra ele descer, não sei porque c*****o chamei ela, demora da p***a. ___ que homem estressado Jesus.- ouço ela falar enquanto desce as escadas, perdi até o rumo com ela vestida daquela forma, linda pra c*****o. - quer um balde bebê? - falou debochando. ___ cheia de gracinha né. - rir sem humor puxando ela pela cintura grudando nossos corpos um ao outro vendo o quanto ela fica tensa quando eu chego perto, consegue nem disfarçar. - tá linda pra c*****o minha preta. - solto o elogio e ela sorrir sem graça, sem perder tempo grudo nossas bocas em um beijo, peço passagem com a língua e ela cede me deixando sentir o gostinho de melancia que o gloss dela tem. Nem rendi tanto se não nem sair de casa íamos. ___ no papo que eu queria curtir a noite de outra forma contigo, mas tenho que marcar presença e tu já tá toda gostosinha assim, vamos logo antes que eu me arrependa, namoral. - falo e ela solta um risinho confirmando com a cabeça, pego a chave do carro e seguro na mão dela indo em direção a rua, meu carro já estava estacionado na porta. Ela parecia tensa, calada, mexia as mãos como se tivesse nervosa, até entendo, faz tempo pra c*****o que não saímos juntos e não ficamos em paz como agora. Abro a porta do carro ao lado dela e ela entra se ajeitando no banco do passageiro, fecho a porta e dou a volta entrando no banco do motorista. ___ tá de boa? - pergunto quebrando o silêncio e ligando o carro indo na direção da quadra, o baile de hoje vai ser na quadra do início da favela, rende mais. ___ sim, só estou nervosa, faz tempo que não vou pra algum baile. - confirmo com a cabeça, se pá, o último que ela foi, foi antes do Luan fazer dois anos, quando eu ainda tentava humilhar ela na frente de geral, fazia ela ver que eu teria quantas putas eu quisesse, e no papo, me arrependo de ter feito isso, ficou feio demais, tanto pra ela, quanto pra mim. Voltamos a ficar em silêncio, queria muito falar, bater a real e tentar nos acertar de boa, mas agora não era o momento, primeiro eu queria curtir com ela, se pá, lembrar dos tempos bons que curtiamos juntos sem caô de traição nem nada. ___ lotou hein. - comentou assim que eu parei o carro na esquina da quadra, lotado demais. - até camarote tu colocou. - falou e eu rir desligando o carro de vez, não gosto de pôr camarote nos meus bailes não, gosto da muvuca mesmo, claro que tem um local separado para os caras do tráfico, mas tudo no esquema. ___ primeira dama tá na área né? Tem que fazer os bagulhos direitinho. - joguei de avanço e ela riu com vergonha, nem parece que somos casados há um tempo, parece até que estamos no nosso começo, onde ela tinha vergonha de tudo. - vamos? - perguntei e ela confirmou com a cabeça, desci e ela fez o mesmo, fechei o carro direito e joguei a chave pra um vapor que ia ficar de espreita. Realmente tava cheio pra c*****o, meus bailes rendem demais, né me gabando não, mas eu faço no máximo dois bailes por mês, e os filhinhos de papai vem tudo gastar dinheiro na favela, com drogas e bebida, fazendo assim o faturamento do pai aumentar, se eu falar que não gosto, vou estar mentindo. Coloquei a minha preta na minha frente e fui guiando com ela, as vezes os caras perdem a noção do bagulho querendo meter a mão na mulher dos caras. Bagulho tava frenético mesmo, quase não dar pra passar, com ajuda dos caras da contenção conseguimos alcançar o camarote, passo o olhar ao redor vendo meus chegados com as negas dele tudo por ali. __ demorou mas chegou né seu puto. - Fubá chegou falando e fazendo o toque comigo.- De boa Alana? - olhou brevemente pra ela que só confirmou com a cabeça. Gosto do jeito que ela é posturada em relação aos caras dentro do crime. ___ Manda a boa. - falei puxando o cigarro do bolso, tava afim de saber do faturamento já que ele fica responsável por esse setor. ___ dar uma chegada ali. - apontou com a cabeça para o outro camarote que eu deixei ele montar, só as putas, p***a, vacilação, nem respeitou a minha preta, fechei logo a cara. Estalei a língua no céu da boca, acendi o cigarro e neguei com a cabeça. ___ hoje vou curtir com a primeira dama pô.- olhei na direção dela que sorriu forçada. Ele assentiu levantando as mãos em rendição e saiu. ___ não gosto dele Thiago. - falou quando me aproximei dela. ___ Thiago, Thiago, Thiago. - repetir o meu nome como se tivesse reclamando. - saudades eu tenho do tempo que tu me chamava só de amor. - jogo de avanço e ela me dar um tapinha no ombro. - sem caô mesmo. - seguro firme a nuca dela olhando dentro dos olhos, queria pra c*****o acabar com todo esse caô entre nós, mas não sabia por onde começar. ___ tu é engraçado né, tá com febre? - perguntou brincando e eu neguei estalando a língua no céu da boca, queria muito ouvir ela me chamando de amor novamente. - quero beber, pega uma Ice pra mim? - olho pra ela com os olhos estreitos por não ter falado a palavrinha mágica e por saber que amanhã ela teria que alimentar nossa filha. - amanhã a Clarinha vai comer comida normal, estou começando a introdução alimentar. - confirmo com a cabeça ainda segurando a nuca dela e olhando nos olhos, fazendo ela respirar fundo e arripar. - pega uma Ice pra mim, por favor, amor. - jogou sujo com a carinha de pilantra dela e eu não aguentei juntando nossas bocas em um beijo gostoso, tava pouco me fodendo pra quem tava de olho, pra mim, essa noite é só nossa, eu e ela, tentando a cabar com a barreira que criamos entre nós dois.
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