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O Sheik que não me amava - Livro de Nut filha de Yan

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intro-logo
Blurb

Nos domínios dos emirados árabes, onde as areias douradas escondem segredos antigos, uma promessa é tecida com encantamento e coragem. Nut, uma jovem destemida e sonhadora, cruza o caminho de Amir, um Sheik nômade cujos olhos profundos ocultam cicatrizes emocionais. Durante uma festividade de corrida de cavalos, Nut ousa sonhar alto e Quando Amir lhe diz que daria aquilo que ela pedisse então ela diz: quando crescer, deseja casar-se com você.

A única reação de Amir foi rir de uma pequena menina de 7 anos lhe pedindo em casamento.

Os anos avançam, e Nut mantém a promessa como uma chama viva em seu coração, enquanto Amir acredita que aquelas palavras foram apenas um devaneio juvenil. Consumido pelas feridas do passado e pelo medo de amar novamente, Amir evita os laços do coração a todo custo. Contudo, Nut, agora uma mulher determinada, está pronta para desafiar suas próprias inseguranças e vencer Amir pelo cansaço.

Quando o destino os entrelaça mais uma vez, Nut enfrenta as sombras do passado de Amir e se recusa a deixar que o medo o domine. Sua promessa inocente e o sorriso de Amir naquele dia continuam a ecoar em sua mente, tornando-se o impulso que a guia. À medida que Amir luta contra seus demônios internos, Nut desvenda as camadas do homem por trás do título de Sheik.

é uma história de amor que floresce como um oásis no meio do deserto. Nut é determinada a cumprir a promessa feita em sua infância, enquanto Amir se encontra cada vez mais atraído pela jovem mulher que desafia suas convicções. Em um cenário repleto de mistérios e tradições, Nut e Amir enfrentarão a dor do passado e o medo do futuro, enquanto lutam para encontrar um lugar onde o amor possa finalmente florescer e curar as feridas que os atormentam. Uma promessa inocente se transforma em um encantamento que poderá unir seus corações em um amor profundo e duradouro.

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O amor
Promessas Quando você notou que achou o homem da sua vida? Foi em um supermercado? Na fila da lotérica, em um bar? Em um banco ou no trabalho. Bom, a vida te dá milhões de opções para você achar o amor todos os dias, e as vezes acontece quando se menos se espera, no meu caso foi aos sete anos, minha irmã era noiva de um grande Emir dos emirados árabes, um conto de fadas orquestrado e construído por ela mesma, mas isso é uma outra história, de um outro livro que eu poderia contar, mas como eu sou um pouquinho narcisista e melhor não. Porém esse noivado me ocasionou a melhor viagem de toda a minha vida, eu tinha uns sete anos, e fomos convidados para uma grande corrida no deserto. Imaginem vocês, eu uma garotinha cheia de sonhos, que acredita em contos de fadas estar no meio da realeza dos emirados. Sem falar da magia, a magia daquele lugar, dos cavalos, as tendas a areia, aquele calor e vento forte que cortava meu rosto eu realmente estava encantada com aquilo tudo. Eu estava empolgada demais, feliz demais, me sentindo adulta pela primeira vez na vida. Lembro-me de estar usando um vestido branco, com bordados delicados que refletiam a luz do sol, e minha irmã, vestida como uma princesa de contos de fadas, estava ao meu lado. Ela segurava a minha mão e sorria com ternura, enquanto conversava com os convidados. Os cavalos estavam enfileirados e os seus sons me chamaram atenção, eu larguei a mão de Nix minha irma mais velha e comecei a caminhar pelo acampamento, as tendas de seda pareciam se erguer como jóias cintilantes no deserto. Cavalos magníficos eram adornados com ornamentos brilhantes, e os seus relinchos ecoavam como músicas encantadoras na brisa quente. O cheiro de especiarias e alimentos deliciosos pairava no ar, misturando-se com o perfume sutil das flores do deserto. Cheguei onde estavam os cavalos e a minha atenção foi atraída pelo homem mais bonito que eu ja vi na vida, os seus olhos eram tão profundos quanto o próprio deserto, e a sua voz era suave, como se fosse um segredo compartilhado apenas com os ventos do deserto. Ele se aproximou de mim com um gracejo gentil, atraindo a minha timidez infantil e curiosidade. — Você gosta de cavalos? - ele perguntou, agachando-se para ficar à minha altura. Eu disse sim com a cabeça, ele dá um sorriso charmoso, ele estendeu a mão e acariciou a crina de um cavalo próximo, como se entendesse a linguagem secreta desses majestosos animais.Foi ate uma bandeja de prata próximo e pegou pedaços de maça e ofereceu ao animal. — Aqui, de uma a ele, ele gosta de maçãs Eu me lembro de pegar os pedaços de maça com a ponta dos meus dedos e dar ao cavalo n***o, com a crina mais relusente que ja vi, eu dei uma risada porque o cavalo fez cosquinha na minha mão. — Os cavalos têm histórias incríveis para contar, sabia? Essa é Petra, e uma menina, minha égua. —Onde você a comprou? — Eu não comprei eu a conquistei, na verdade ela me encantou, nós dois nos encantamos — Como assim? - eu perguntei curiosa. — Quando eu tinha mais ou menos a sua idade, meu avô Hassan e meu pai Youssef me levaram para meu primeiro acampamento no deserto, onde os cavalos selvagens cavalgam e lá eu vi a beleza desses seres, fantásticos, de como eles amavam ser livres, um animal desses não deve ser comprado e sim conquistado. — Um dia você me leva lá Ele ri alto — Quem sabe um dia pequena Habiba, agora vamos procurar a sua mãe, ele me pegou pela mão e me levou ate a minha família. Ele me levou até a minha irmã estava momentos depois a corrida, Ele jogou uma rosa branca para Nix mas eu sabia que era para mim, ele era o homem mais belo em cima de um animal magnífico, eu não conseguia tirar os olhos dele e de sua égua, era belo, pareciam ser um só no meio daquela imensidão de areia. No final daquele dia eu estava totalmente apaixonada, e eu nem sabia o que aquela palavra representava, a noite quando a corrida acabou eu o procurei com os meus pequenos olhos e depois eu o achei nas baias dos cavalos alimentando Petra com maçãs. — Oi, ela come muitas maçãs - Eu disse de uma forma tão infantil que hoje me causa vergonha, na verdade eu queria que ele me visse como adulta - Vai ficar gorda feito um balão — Oi, pequena, ela vai passar dias correndo, uma maçã a mais ou a menos não vai fazer diferença, esta frio aqui fora?, volta lá para dentro com a sua mãe e irmã. — Está frio sim, mas eu não quero ficar lá dentro eu não sou um bebê Eu ri: — Mas você é um bebê pequena habiba — Eu não sou um bebê tenho sete anos e meio, em breve farei oito, quase uma criança meio adulta — Tudo bem pequena grande criança meio adulta, onde você queria estar? Eu olhei para os lados, imaginando como dar uma desculpa, então eu disse a primeira coisa que veio na minha cabeça. — A minha irmã está com o noivo atirando machados. — E, porque você não vai até lá? — É muito complicado ter a minha idade, eu sou muito pequena para andar com a minha irmã mais velha, não é lugar para criança, mas ao mesmo tempo sou muito grandinha para bancar o bebê é muito complicado, eu amo a minha irmã, mas as vezes ela é muito chata. -Eu entendo você, eu sempre odiei esses sinais ambíguos que os adultos passam para nós quando somos crianças. Então nós vamos até lá. Peguei por sua mão e andamos até o local onde os jovens estavam se divertindo, fiquei encantado com a sua presença, pois mesmo tão jovem, ela parecia ser uma alma inteligente . Naquele pequeno espaço de tempo conversamos sobre as coisas simples da vida, sobre as estrelas acima de nós e como elas brilhavam tão intensamente na vastidão do céu. Eu perguntei sobre a corrida e como era estar na competição das tribos do deserto. Com paciência e carinho, ele compartilhou comigo as suas experiências e os sentimentos que aquela corrida despertava Quando chegamos no local dos festejos, Nix minha irmã e Khalid seu noivo estavam lançando machados, e a minha irmã estava ganhando de Khalid primo de Amir Então em tom de zombaria Amir o meu acompanhante fala rindo: —Como assim? Primo, assim eu vou achar que os boatos são verdade, que Nix e melhor com armas que você Nix defende o Noivo: — Não sou eu quem e melhor que ele, Khalid não teve o mesmo treinamento que eu e a minha irmã tivemos do nosso pai. — Vai me dizer que seu pai e melhor atirador de machado que os homens com sangue árabe Amir cruzou os braços com um sorriso nos lábios. — Não, eu estou dizendo que a minha irmãzinha ganha de um homem adulto como você em qualquer esporte de tiro ao alvo — Duvido - Amir disse olhando para mim Nix veio até mim — Irmã o machado e todo seu. — Não! - Eu disse, que não queria enfrentar Amir, não queria — Por que não? — O que eu vou ganhar com isso - Eu disse seria — Você vai dar uma lição nele e mostrar que sabemos fazer o que sabemos — Quero não! - Eu digo cruzando os braços, ele se abaixa novamente na minha altura e então disse: — Se você ganhar de mim eu te dou o que você quiser — Qualquer coisa? — Qualquer coisa! Eu peguei os machados, que ele me deu, então eu disse: — Quem acertar os três no centro ganha. Ele riu de mim e atirou os machados porém o terceiro trupicou e caiu no chão, e eu ri alto, na verdade minha risada foi quase maquiavélica. Tirei os sapatos, fui até o alvo e ficando na ponta dos e retirei os machados, depois eu dei dois passos para trás de onde ele estava, e lancei os machados com força e precisão, foram os três golpes perfeitos, no centro do alvo. Eu pulava feliz como uma criança que era, Nix minha irmã mais velha batia palmas, fazendo festa e de certa forma zombando da situação. Amir veio a mim tirou seu cordão mais grosso do pescoço, um que tinha um belo cavalo como pingente colocou no meu pescoço e disse? — Você realmente é boa, quando você tiver o seu desejo e só trazer de volta esse cordão e eu vou conceder a você, pode ser daqui a mil anos, palavra de Arabe não se volta atras, uma promessa e uma promessa. Então eu disse sem exitar - Eu quero me casar com você quando eu crescer! Ele riu de mim, e saiu. Porém 11 anos depois estou aqui para cumprir a promessa

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