Capítulo 18. Nosso amigo personal

840 Words
Me chamo Sávio e moro em um loft no centro da cidade, um daqueles lugares com pé-direito alto, paredes de tijolinho e janelas imensas que dão para o caos urbano. Naquela noite de sábado, o caos estava do lado de dentro. Eu tinha convidado o Bruno e o Thiago. O Bruno é meu namorado, um cara de barba ruiva, ombros largos e uma pegada de urso que sempre me deixou louco. O Thiago é um amigo nosso de longa data, um personal trainer com o corpo seco, veias saltadas nos braços e aquela pele morena que parece brilhar sob qualquer luz. A ideia era só uma "noite de vinhos e jogos", mas o jogo mudou de figura assim que a segunda garrafa de Malbec chegou ao fim. Estávamos os três jogados no tapete da sala. O ar-condicionado tentava, sem sucesso, baixar a temperatura que subia a cada troca de olhares. Thiago estava sentado entre minhas pernas, encostado no meu peito, enquanto o Bruno massageava os ombros dele. — Você tá muito tenso, Thiago... — Bruno comentou, a voz saindo mais grave, aquela frequência que ele só usa quando está m*l-intencionado. Thiago jogou a cabeça para trás, descansando no meu ombro, e olhou diretamente para o Bruno. — É o excesso de treino, sabe? Ou talvez seja essa vontade acumulada de fazer o que diferente, gostoso. Não esperei o convite formal. Passei a mão pelo abdômen definido do Thiago, sentindo os gomos da barriga dele se contraírem sob o toque da minha palma suada. Ao mesmo tempo, o Bruno puxou o rosto do Thiago para um beijo lento e profundo, enquanto suas mãos desciam para desabotoar a calça dele. Fomos para o quarto, mas m*l chegamos à cama. As roupas foram ficando pelo caminho como rastro de uma batalha que ninguém queria ganhar, só lutar. Quando ficamos os três nus sob a luz âmbar dos abajures, a visão era um banquete. O Bruno, com sua força bruta e pelos no peito; o Thiago, uma escultura de músculos e curvas atléticas; e eu, servindo de elo entre esses dois extremos. A gente se amontoou na cama King Size, uma confusão deliciosa de membros, cheiros e sons. — Fica de quatro, Sávio — Bruno ordenou, obedeci na hora, sentindo o peso do desejo dele nas minhas costas. Enquanto Bruno se posicionava atrás de mim, o Thiago se ajoelhou na minha frente. Estava no centro de um furacão de testosterona. Thiago segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou com uma fome absurda, enquanto sentia o Bruno entrar no meu cü com uma firmeza que me fez perder o fôlego. — p**a que pariu... — Thiago sussurrou contra meus lábios, vendo o prazer estampado no meu rosto enquanto o Bruno me fødia com um ritmo cadenciado e forte. Thiago se virou, ficando de costas para mim, criando uma corrente humana de prazer. Comecei a usar minhas mãos e boca para dar atenção a ele, enquanto sentia cada estocada do Bruno ecoar por todo o meu corpo. A sincronia era assustadora, Bruno segurava o quadril do Thiago e o meu ao mesmo tempo, guiando o movimento de nós três. O som no quarto era uma sinfonia de pele batendo, respirações curtas e gemidos que se misturavam. — Mais rápido! — Thiago exclamou, as mãos cravadas no lençol, a cabeça jogada para trás enquanto eu cuidava dele com toda a dedicação que uma bicha apaixonada pode ter. O calor era tanto que o suor escorria dos nossos corpos, lubrificando ainda mais o contato. Bruno mudou a posição, me deitando de ladinho e puxando Thiago para cima de nós. Agora éramos um amontoado de pernas entrelaçadas. Bruno explorava o corpo do Thiago com uma voracidade que me deixava ainda mais excitädo. Ver meu homem desejando e sendo desejado por outro cara que eu também queria era o ápice da minha fantasia. Thiago assumiu o comando por um momento, cavalgando no Bruno enquanto eu ficava por trás dele, distribuindo beijos e mordidas naquela pele morena. O ritmo ficou frenético. O quarto parecia pequeno demais para tanto tësão. Eu que estava de paü duro só de ver aquela cena toda, comecei a me mastürbar, enquanto assistia Thiago, pulando no cacetë do meu namorado com uma força que deixava a gente sem ar. A mão no meu cacetë batia no mesmo ritmo das estocadas dele. Nossos olhos se encontraram no meio do caos, primeiro os meus e do meu namorado, um brilho de possessividade e tësão doido; depois os meus e de Thiago, cheio de provocação. — Ahhh! Não aguento mais... vou despejar minha p***a nesse cüzinho! — meu namorado avisou, as veias do pescoço saltadas pelo esforço. A explosão veio como um dominó. Primeiro o Bruno, com um urro de satisfação que vibrou em todos nós; depois Thiago, que se arqueou inteirinho enquanto se derramava sobre o peito do meu namorado; por fim eu, que só de ver aquela cena e sentir o calor deles, gøzei com uma força que me deixou sem sentidos por alguns segundos.
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