A música eletrônica estava tão alta que sentia o grave batendo no meu esterno. O "Club Inferno" fazia jus ao nome: luzes estroboscópicas vermelhas, fumaça de gelo seco e uma multidão de corpos suados se roçando. Eu, o Igor, estava no meio do Pedro e do Rodrigo, meus dois pegutes. O álcool já tinha feito o trabalho de relaxar nossos filtros.
Pedro chegou perto do meu ouvido, a voz rouca m*l superando o som dos sintetizadores.
— Esse lugar tá pequeno pra mim. Preciso de um lugar pra respirar... ou pra perder o fôlego de vez.
Ele olhou para o fundo da pista, onde uma porta de metal indicava os banheiros do setor VIP. Rodrigo entendeu o recado na hora. Ele segurou minha mão esquerda e a do Pedro com a direita, abrindo caminho como um trator pela pista.
Entramos no banheiro. O cheiro de desinfetante cítrico e perfume caro pairava no ar. Por sorte, o VIP estava vazio naquele momento. Entramos os três na última cabine, a maior delas, e Rodrigo girou a tranca. O "clique" do metal foi o sinal verde para o caos.
O espaço era minúsculo. Nossos corpos estavam prensados; sentia o peito do Rodrigo nas minhas costas e o abdômen do Pedro colado na minha frente.
— Alguém pode entrar a qualquer momento — sussurrei, sentindo um arrepio de puro medo e tësão.
— É isso que deixa a coisa boa, Igor — Pedro respondeu, já puxando a minha nuca para um beijo que tinha gosto de vodca e luxúria.
Rodrigo não perdeu tempo. Ele se encostou na parede de divisória de mármore e me puxou para baixo. Me ajoelhei no chão frio, ficando entre as pernas dos dois.
— Vai, Igor... mostra que você é o nosso garoto — Rodrigo sussurrou, as mãos grandes dele se apoiando na minha cabeça.
Comecei a trabalhar para os dois, alternando a atenção entre o paü de Pedro e Rodrigo. O risco de um segurança bater na porta ou de alguém ouvir nossos gemidos fazia meu coração martelar contra as costelas.
Pedro, que não aguenta ficar parado, me levantou e me prensou contra a porta da cabine. Senti o metal frio nas minhas costas enquanto Rodrigo se posicionava.
Rodrigo entrou na minha frente, me beijando com uma agressividade gostosa, enquanto o Pedro entrava em mim. A cada estocada, a porta da cabine balançava e fazia um barulho metálico que parecia um trovão no silêncio do banheiro.
— Mais baixo... eles vão ouvir — eu gemia, mas ele apenas ria e mordia meu pescoço.
Éramos um nó humano de braços, pernas e desejo. Pedro mantinha um ritmo frenético, os olhos fixos nos meus, enquanto Rodrigo cuidava de me manter no limite com carícias ousadas. O calor ali dentro era insuportável, mas nenhum de nós queria sair.
Ouvimos o som da porta principal do banheiro se abrindo. Passos alto e vozes masculinas rindo alto. Ficamos estáticos por três segundos, a respiração suspensa, o prazer congelado no auge.
O silêncio deles urinando e lavando as mãos parecia uma eternidade. O risco de sermos descobertos fez meu paü pulsar com uma força descomunal. Assim que a porta principal bateu de novo, Pedro voltou ao movimento com tudo. Ele se jogou nas minhas costas, beijando e lambendo minha coluna. Mordeu meu ombro e gemeu no meu ouvido, a voz um rosnado só de tësão:
— Vou morder até você ficar marcado, püta.
Na minha frente, o Rodrigo capturou minha boca num beijo devorador. A mão dele, começou a bombear no meu paü, gemi dentro da boca dele, e instintivamente minha própria mão foi até o cacetë dele, duríssimo, e comecei a esfregar.
— Isso, p***a, isso… me aperta mais, seu gostoso, — ele roucou, soltando do beijo com um fio de saliva nos lábios.
Não me segurei, o tësão e a adrenalina tomaram conta.
— Me føde mais forte, safado. Não para, não para, — saiu da minha boca, uma mistura de ordem e súplica.
Pedro lá atrás riu baixo, senti os dentes dele na nuca.
— Toma p*****a paü nesse cüzinho.
A provocação dele, junto com a mão do Rodrigo e a língua nas minhas costas, me levou a um limite. A cabine ficou inundada com nosso trio de gemidos, palavrões e o som obsceno de pele contra pele, de beijos molhados e da respiração totalmente perdida.
Com um gemido rouco, comecei a rebolar com mais força, num vai-e-vem que sincronizou com a mão do Rodrigo na minha frente.
— c*****o, Igor… Assim não vou aguentar… — Pedro gemeu, e a voz dele estava tensa, no limite.
Rebolei mais fundo, sentindo ele todo dentro de mim, incentivei:
— Então não segura… gøza no meu cüzinho, Pedro.
O ritmo dele nas minhas ficou descontrolado, os beijos e mordidas viraram um só rosnado de tësão acumulado.
— Vou gøzar… p***a, vou gozär! — ele gritou, baixo e gutural.
Rodrigo se juntou a ele, o corpo tremendo contra o meu. Foi uma reação em cadeia, também gøzei, sentindo o mundo girar.
Ficamos ali, os três abraçados, suados, ofegantes, rindo baixinho da nossa própria audácia.