Me chamo Caio, tenho 22 anos, e trabalho como ajudante de mecânico. Meu corpo é magro, mas definido pelo esforço de carregar peça de caminhão o dia todo, e eu sempre ando com as unhas um pouco sujas de graxa, o que parece ser o fetiche de muita gente por aí. O outro personagem dessa história é o Marcos. O Marcos é o filho do dono. Ele tem uns 30 anos, é engenheiro civil e só aparece na oficina de vez em quando para ver as contas do pai. Ele é o oposto de mim: anda sempre com roupas de marca, perfume caro que projeta a três metros de distância e tem aquele porte de quem frequenta academia de rico. Ombros largos, barba desenhada e um olhar de quem está acostumado a dar ordens. Naquela noite, a gente ficou preso na oficina. O carro dele deu um problema na injeção eletrônica bem na hora que

