A noite já havia abraçado a fazenda com seu silêncio quente quando Raul fechou a porta do quarto, trancando o mundo lá fora. Maya estava ali, diante dele, e pela primeira vez, não havia dúvidas, nem fantasmas, nem ausências. Só eles dois. Só o presente. Ela sorriu com aquele brilho nos olhos que sempre o desarmava. — Eu escolhi ficar. — repetiu, como uma promessa selada no jantar. Raul não respondeu com palavras. Aproximou-se, devagar, até estar colado a ela. Sua mão segurou o rosto de Maya com ternura, polegar roçando seu maxilar. O beijo veio intenso, quente, cheio de urgência e carinho ao mesmo tempo. Não havia mais contenção. Não havia medo. Apenas desejo cru e amor em forma de toque. Ele deslizou os dedos pelos ombros dela, abaixando as alças do vestido devagar. A pele de Maya arr

