Ela o evitou o dia inteiro. Fugiu dos olhares, dos toques, do cheiro dele na cozinha, no quarto, no jardim. Mas não conseguiu fugir de si mesma. Do desejo latejando entre as pernas. Do gosto dele ainda pulsando nos lábios. Do corpo pedindo por mais. A madrugada caiu pesada, sufocante como o silêncio entre eles. E quando o relógio marcou 3h04 da manhã, ela se levantou. Caminhou até o quarto dele como quem caminha para o abismo... Ou para a salvação. A porta estava entreaberta. Raul estava encostado na cabeceira, só com uma calça de moletom, o abdômen definido desenhado sob a luz fraca do abajur. Os olhos queimando de antecipação. — Sabia que você viria. Disse, como se estivesse esperando por ela a vida inteira. Maya fechou a porta atrás de si. — Cala a boca! Murmurou, jogan

