CAPÍTULO 10 – EU NÃO SOU SUA PROPRIEDADE

1330 Words

O silêncio entre eles era feito de navalhas. Raul, de pé junto à lareira, observava Maya com um olhar que misturava raiva e desejo. Ela, sentada na poltrona da biblioteca, mantinha o queixo erguido, desafiando-o como se não tremesse por dentro. — Comprou meu corpo... Ela disse, por fim. — ... mas não me possui. Raul arqueou uma sobrancelha debochando. — Tem certeza disso, Maya? Ela se levantou, cruzando os braços. A camisola fina moldava suas curvas, o cabelo solto caía sobre os ombros como um aviso de provocação.Ela sabia jogar. — Eu não sou sua propriedade, Raul. — Não? Então por que sua pele arrepia quando eu me aproximo? Por que sua respiração falha toda vez que eu olho nos seus olhos? Ela não respondeu. O silêncio gritou mais alto do que qualquer argumento. Ele caminhou até

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