SD Narrando Passei o dia todinho enfiado na base do Fantasma, eu e o Tony. Aquela sala fria, fechada, sem janela, só o barulho dos computadores, das teclas batendo e das vozes baixas no rádio. E nada. Absolutamente nada. Nenhuma movimentação, nenhum rastro novo, nenhuma pista concreta. O tempo parecia debochar da minha cara, passando devagar demais. Carälho, eu tava nervoso pra c****e. Andava de um lado pro outro, roendo a unha, batendo o pé no chão. Meu corpo pedia rua. Eu queria sair, queria ir atrás, queria procurar com as próprias mãos, com os próprios olhos. Ficar parado enquanto a minha mulher tava sumida era uma tortura que eu não desejava nem pro meu pior inimigo. — Isso não tá certo, mano. — falei pro Tony, passando a mão no rosto. Tony tava igual bicho enjaulado, mandíbula t

