Liz Narrando Acordei devagar, sentindo aquele peso bom e conhecido da barriga antes mesmo de abrir os olhos. Quando virei o rosto pro lado, vi a Sabrina esticada na outra ponta da cama, jogada de qualquer jeito, roncando baixinho. Sorri sozinha. Mesmo no meio do caos, aquela presença me trazia uma paz absurda. Procurei minha mãe no quarto com o olhar, mas não tinha sinal nenhum dela. Estiquei a mão e peguei o celular debaixo do travesseiro. Tinha uma mensagem dela, enviada mais cedo. — Filha, precisei ir resolver umas coisas, mas volto depois. Se cuida, me liga qualquer coisa. E liga pro seu pai. Sorri de novo. Minha mãe sempre assim, firme e carinhosa ao mesmo tempo. Liguei pro meu pai na mesma hora. Ele atendeu no primeiro toque, como se estivesse esperando minha ligação. — Boa tar

