CORINGA - SEGUNDO ENCONTRO

1095 Words

O portão da penitenciária se fechou atrás de Daniela com um estrondo metálico que ecoou pelos corredores frios. O som não era apenas barulho; era aviso. Um lembrete c***l de que aquele não era um lugar neutro, muito menos seguro. Cada vez que passava por aquele portão, sentia como se estivesse atravessando uma fronteira invisível entre o mundo que conhecia e um território onde as regras eram outras — mais duras, mais sujas. O guarda que a escoltava caminhava ao lado dela com passos pesados, o cassetete batendo ritmado na perna. O olhar dele carregava desdém, quase diversão. — Você voltou mesmo, menina? — murmurou, sem nem disfarçar o sarcasmo. — Esse lugar não é pra você. Daniela não respondeu. Apertou os cadernos contra o peito e seguiu andando. O coração batia rápido demais, mas ela n

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