Luna O silêncio no carro era quase sufocante. Draco dirigia com os olhos fixos na estrada, as mãos firmes no volante, os músculos dos braços tensionados, como se cada quilômetro fosse uma batalha interna que ele travava sozinho. Eu podia sentir a energia dele, densa e carregada, irradiando como ondas que me atingiam, me envolviam, me puxavam para mais perto, mesmo quando ele tentava manter a distância. Não era difícil perceber que Draco carregava demônios que não compartilhava com ninguém, sombras que se escondiam por trás daquele olhar penetrante e daquela postura implacável. Eu já havia visto a escuridão em seus olhos, mas, ultimamente, eu começava a notar as rachaduras, os vestígios de uma dor que ele escondia tão bem, mas que agora começavam a se revelar. Quando finalmente chegamos

