Capítulo 20 – O que não se deixa sem resposta

1116 Words

Luna Quando se vive no morro, a gente aprende a não esperar explicações. As coisas acontecem rápido demais, intensas demais, perigosas demais. A bala vem sem aviso. O grito corta sem pedir permissão. O medo invade sem bater na porta. Mas, com ele, eu queria respostas. Eu precisava entender. Eu precisava saber. Porque, por mais que eu tentasse negar, por mais que eu fingisse que não, eu já tava queimada. E, agora, eu precisava ouvir da boca dele se eu era só mais uma cicatriz no peito dele — ou se eu era algo mais. *** A semana passou devagar. Os dias se arrastaram. As noites pareciam mais longas. E eu… eu só queria vê-lo. Queria ouvir a voz dele. Queria sentir o calor dele. Queria entender. Mas ele sumiu de novo. Se escondeu nas sombras. Se afundou no silêncio. E eu f

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