Eu me aproximei da casa de Marcela com o coração pesado, uma mistura de medo, ansiedade e esperança me consumindo. Era a primeira vez que eu enfrentava essa realidade de frente: eu tinha um filho. Um filho que nunca conheci, que cresceu sem mim, que tinha outro homem ao seu lado. Meu coração batia rápido enquanto eu caminhava até a porta, sentindo o peso de cada passo. Toquei a campainha, e os segundos que se seguiram pareceram se arrastar como horas. Quando a porta finalmente se abriu, lá estava ela, Marcela, com aquele olhar misto de surpresa e cautela. O silêncio entre nós parecia gritar tudo o que não era dito. Eu não sabia o que esperar dela, mas ver o olhar de gentileza misturado com a firmeza que ela sempre teve me fez sentir ainda mais pequeno. Ela havia seguido em frente, criado

