capítulo 36

1030 Words

Eu estava inquieto naquela manhã ensolarada. O dia parecia brilhante demais para o turbilhão de emoções que estava sentindo por dentro. Cada passo que Marcela e eu dávamos em direção ao hospital fazia o chão frio parecer ainda mais distante da realidade de quem vivia em constante incerteza. Eu podia sentir o aperto da mão de Marcela, sua ansiedade era palpável, e isso me deixava ainda mais determinado a ser o seu apoio inabalável. Cada vez que entrávamos naquele hospital, o cheiro de desinfetante e o som das vozes abafadas dos corredores me traziam um lembrete c***l do que ela enfrentava. Embora Marcela tentasse se manter forte, eu via em seus olhos o medo que ela não verbalizava. E isso me consumia, a incerteza sobre o que estava por vir, o medo constante de perder alguém que significava

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